Santos Dumont

Sebastião Barreto Campello
Presidente do Movimento Pró-Criança

Publicação: 06/05/2017 03:00

Em 13 de setembro de 1906, em Paris, no Bois de Bologne, Alberto Santos Dumont, pilotando o 14-Bis, voou a 90 cm do chão, num percurso de 100 metros, realizando o primeiro voo de um objeto mais pesado que o ar. Em 23 de outubro de 1906 voltou a voar a 3 metros de altura numa distância de 60 metros e em 13 de novembro de 1906 percorreu 22 metros a uma altura de 2 metros, na presença de mais de 1.000 assistentes. Essa última apresentação foi fotografada e filmada, os jornais de todo o mundo noticiaram, inclusive, o New York Times. Santo Dumont ganhou o prêmio do Aeroclube de Paris e mais outro dado por Ernet Archdeacon, Presidente do Aeroclube de Paris. Mais de um ano após o voo do 14 Bis, os irmãos Wrigth declararam que tinha feito um voo em 17 de dezembro de 1903, na presença de três testemunhas e de mais dois funcionários seus, de uma fábrica de bicicletas. O local em que afirmavam ter feito o fictício voo era um barraco inclinado, que ficava na beira de uma estrada, onde a cada 20 minutos passava um bonde da linha Dayton Springfiel e, apesar dessa grande visibilidade, ninguém se lembrava desse voo. Na ocasião apresentaram um telegrama que teriam passado para o pai, comunicando o pretenso voo. O pseudo avião era na realidade um planador, muito pesado e com um motor, impulsionado por uma catapulta. Nesse telegrama anunciando o voo do seu planador “Flyer”, diziam que ele atingira a velocidade de 31 milhas por hora. David C. Cooke, escritor americano especializado na história da aviação, no seu livro Who really invented the airplane, ironiza a pretensão dos irmãos Wrigth e diz que “... a máquina impulsionada por uma catapulta, sem erguer do solo com seus próprios recursos, apenas deu um salto de uns 20 metros, pois é claro que, devido à força do arremesso, ela teria que voar dessa maneira”. O físico americano Pierpont Langley, membro da Academia Nacional de Ciências, da Sociedade Real de Londres, da Academia dei Lincei de Roma e Diretor do Smithsonian Institute, rechaçou as alegações de pioneirismo dos irmãos Wrigth, classificando-os de impostores e negando-se a colocá-los como pioneiros do voo, no Smithsonian Institute, enquanto viveu. A revista Scientifc American, em 1906, diz que o alegado voo de 1903 nunca existiu. O Herald Tribune, em 10 de fevereiro de 1906 pergunta se os irmãos Wrigth eram aeronautas ou mentirosos? Em 1914 o Aeroclube da América convidou Santos Dumont para tomar parte no 2° Congresso Científico Pan Americano, quando fundou-se a Federação Aeronáutica do Hemisfério Ocidental, tendo Alberto Santo Dumont sido eleito o seu primeiro presidente. Os irmãos Wrigth sequer foram convidados!. A partir do ataque japonês a Pearl Habor, as forças armadas americanas passaram a difundir a farsa do pioneirismo dos irmãos Wrigth para fomentar o patriotismo na juventude americana. Apesar da pressão em cima do Smithsonian Institute, somente em 1948 essa conceituada instituição acatou a farsa. Hoje a grande mentira espalhou-se pelo mundo e nós brasileiros, assistimos perplexos, sem qualquer protesto, inclusive, na celebração do centenário do histórico voo!.

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