A bola da vez!

Inácio Feitosa
Advogado e ex-secretário executivo de Juventude e Qualificação Profissional de Recife

Publicação: 05/05/2017 03:00

A atual crise econômica enfrentada pelo Brasil tem como um de seus fatores determinantes, o quadro político do país. Especialistas dizem que estas pendências políticas precisam ser superadas para que haja uma recuperação econômica plena.

Isso acontece pelo fato de que o cenário político causa uma imensa desconfiança e incerteza nos investidores, empresários e consumidores, que deixam de cumprir seu papel na cadeia econômica, levando à estagnação.

Ao Valor Econômico, em 26 de dezembro de 2016, a professora de economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Virene Matesco, ressaltou os fatores que podem fazer a economia brasileira voltar a girar ainda no corrente ano: “A recuperação da economia em 2017 depende fundamentalmente de dois fatores: a superação da crise política e a aprovação de medidas que sinalizem algum compromisso do governo com as contas públicas”.

Na educação surge a possibilidade de encontrarmos dias melhores para este segmento tão maltratado nos últimos tempos...

O Valor Econômico destacou, em 31 de Janeiro de 2017, que mesmo neste momento de incertezas, as instituições de ensino executivo estão recebendo mais profissionais interessados em atualizar seu currículo para ganhar visibilidade no mercado.

Este efeito é sentido nos cursos de MBA das grandes escolas nacionais, lá a crise parece não ter chegado; e nas escolas internacionais, o número de candidatos brasileiros aumenta de forma constante.

De acordo com o estudo “Panorama do Treinamento no Brasil”, realizado com mais de 500 empresas nacionais e multinacionais pela Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) e pela Integração Escola de Negócios, a média de investimento anual em T&D (Treinamento e Desenvolvimento) por colaborador cresceu 24% na comparação entre 2016 e 2015. A carga horária média de treinamento por colaborador também teve alta: passou de 16,6 horas em 2015, para 22 horas em 2016.

É quase uma unanimidade entre os especialistas de que o período de perdas tenha se estagnado. Agora, faz-se necessário que o país retome seu crescimento, mesmo que em passos lentos, pelo trabalho sério da classe política para que as reformas propostas promovam a removimentação econômica pela otimização dos gastos públicos e da geração de emprego e renda.

Mesmo que as incertezas não venham a cessar por completo ao longo de 2017, até o final do ano, as previsões são do retorno nos investimentos e uma guinada nos setores de indústria, comércio e serviços (com destaque para área de saúde), favorecendo assim a criação de novos negócios, novos postos de trabalho e uma demanda natural por qualificação executiva.

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