Degradação e insegurança vão acabar o comércio do Centro

Paulo Monteiro
Cidadão recifense

Publicação: 14/04/2017 03:00

De nada tem adiantado as matérias veiculadas nos principais canais de comunicação de nosso estado, sobre o abandono dos poderes público municipal e estadual ao Centro do Recife. A capital pernambucana, de tanta beleza natural e de tradicional vocação para o comércio de bens e serviços, está literalmente sem gestão. A cada dia os arrombamentos e assaltos às lojas do Centro se repetem, assim como às pessoas que veem ao Centro, seja para trabalhar, fazer compras ou simplesmente usar o Centro como ponto de circulação para outra cidade da Região Metropolitana, sem que nada seja feito. Só nos últimos dois meses houve três assaltos a uma mesma loja do segmento de eletroeletrônico e a uma loja do segmento de ótica e joia, que por conta da repetição de ocorrências encerrou suas atividades gerando mais cinco desempregos, sem contar os inúmeros assaltos praticados a outras lojas e as dezenas de assaltos que ocorrem diariamente, com facas e armas de fogo a clientes em compras no Centro, nas principais vias, tais como: Dantas Barreto, Av. Nossa Senhora do Carmo, Av. Guararapes, Tobias Barreto, Rua da Palma, Nova, Duque de Caxias, Camboa do Carmo, Rua Direita, Conde da Boa Vista e em muitas outras vias.

Por maior que seja a dificuldade do governo estadual por conta da crise que assola o país, tem problemas cujo enfrentamento não pode ser adiado e ignorado e o governo precisa entender que o comércio é um dos maiores geradores de emprego e arrecadador de impostos, que quanto mais emprego gerar e imposto arrecadar, estará contribuindo para tirar mais rapidamente o estado da crise.

Pelo Centro do Recife circulam 850 mil pessoas diariamente, número muito maior do que a população de qualquer bairro de nossa cidade ou de qualquer cidade de Pernambuco.

O governo precisa assumir seu papel e oferecer o mínimo de segurança à população e aos comerciantes do Centro do Recife, precisa entender que só disponibilizando um efetivo maior para o batalhão responsável pelo policiamento no Centro da cidade, é que será possível fazer com que o comércio do Centro saia da situação caótica que se encontra. Todos os esforços dos lojistas e dos órgãos de classe estão se esgotando, o número de lojas fechando no Centro só faz aumentar, restando apenas recorrer ao governo estadual para que trate o problema de frente, com a urgência que o mesmo requer, porque como dizem os especialistas na área - em segurança não há meio termo, ou o poder público chama para si a responsabilidade e cumpre o seu papel constitucional de oferecer ao cidadão segurança ou a sociedade resolverá fazer segurança por conta própria. Com a palavra o governador e demais autoridades responsáveis.

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