Agenda nacional construtiva

Fernando Bezerra Coelho
Senador

Publicação: 06/04/2017 03:00

Impõe-se ao Brasil de hoje desativar os gatilhos das radicalizações ideológicas e partidárias e das exacerbações sociais. Da colonização à República e aos tempos modernos, as raízes históricas da sociedade brasileira apontam para a dissolução de conflitos.

A agenda construtiva no governo do presidente Michel Temer consiste em sanear as contas públicas e das estatais, implementar reformas de natureza tributária, trabalhista e previdenciária, tocar os projetos estruturadores de infraestrutura, retomar os créditos para financiamento de atividades econômica produtivas.    

Em tempos de segmentação do mercado, projetos temporários nas empresas e especializações itinerantes, a ampliação da terceirização, em tramitação no Congresso Nacional, constitui um importante avanço, a exemplo do que já é praticado nos países mais desenvolvidos do mundo. Elimina a zona nebulosa entre atividade-meio e atividade-fim e facilita a contratação de trabalhadores. A terceirização é um fator irrecusável na vanguarda das relações trabalhistas no mundo desenvolvido. No entanto, devemos ampliar as discussões. Não podemos e nem iremos admitir a precarização do trabalho, que só iria trazer prejuízo a milhões de homens e mulheres do Brasil. Os direitos dos trabalhadores não devem ser ameaçados.

As instituições democráticas estão preservadas. O estágio atual é de antagonismos entre os sucedâneos das esquerdas ortodoxas e seus opositores.  Existe um princípio no mundo literário de que “o estilo é o homem”. O estilo do presidente Temer é a moderação. Este é o antídoto contra as radicalizações.

Temos uma calamidade social com mais de 13,5 milhões de desempregados. A economia também precisa respirar para dar um alento a milhões de brasileiros que precisam de um ganha-pão e milhões de empreendedores que impulsionam a roda da economia e geram prosperidade social.

As eleições gerais do próximo ano serão o desaguadouro natural para neutralizar os radicalismos e fazer o Brasil reencontrar-se com sua vocação desenvolvimentista.

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