O valor da boa educação

Anarruth Corrêa
Orientadora pedagógica da ABA Global School

Publicação: 30/03/2017 03:00

Não há povo desenvolvido e civilizado sem que tenha passado por um longo e planejado processo educacional. Isso é inquestionável. Basta dar uma rápida olhada nos países considerados hoje como de primeiro mundo e se constata facilmente que eles, em algum momento da própria história, romperam com o imobilismo e levaram a sério os projetos de educação de sua população.

São muitos os exemplos. Até nações que, algumas décadas atrás, tinham padrão de desenvolvimento igual ao do Brasil, ou um pouco mais atrasado, superaram as suas dificuldades sociais e econômicas, por uma razão simples: investiram forte e incansavelmente em educação.  O Japão e a Coreia do Sul, países arrasados por guerras e que tinham sociedades baseadas em valores tradicionais, são emblemáticos de como a educação os ajudou a avançar, sob todos os aspectos.

Numa conjuntura de um país ainda deficitária em termos educacionais, a função do educador é fundamental para que se eleve o nível de aprendizado e conhecimento. Dessa forma, o educador assume um papel que transcende a sua própria missão primordial, que é a de ensinar. Ele passa a ser importante protagonista no processo de superação dos sofríveis padrões pedagógicos do país. Nas nações que suplantaram os seus históricos déficits educacionais, com resultados surpreendentes e rápidos, os professores foram reconhecidos (e ainda o são) como profissionais imprescindíveis para que os objetivos fossem alcançados.

A grande e irresolvida questão é fazer com que a sociedade brasileira se conscientize que a boa Educação é o caminho sustentável para a superação dos problemas sociais e econômicos. A escola deve ser a encorajadora dessa aspiração. Deve procurar avançar, ir além, ser a linha de frente de uma nova e transformadora mentalidade. Apresentar ideias inovadoras. Apenas para citar um exemplo: o estímulo ao empreendedorismo. Em países em que a promoção das iniciativas individuais é uma recorrência cultural, nota-se que a sociedade tem uma dinâmica própria, ambiciosa, progressista. Não se fica à espera da tomada de posições oficiais ou de soluções mágicas. Este deve ser o perfil da escola contemporânea: ativa, propositiva.

Cabe ainda à escola suscitar nos alunos, professores, funcionários e nas famílias, os valores que norteiam a boa educação. Valores que induzam à convivência civilizada, respeitosa e fraterna. A escola deve ser a formadora de bons cidadãos e cidadãs, conscientes de seus deveres e direitos. Afinal, as crianças e os jovens de hoje estarão amanhã no comando das empresas, corporações e dos destinos do país. A escola é isto: a sociedade do presente e do futuro, a um só tempo, num mesmo espaço.

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