Criminalidade sem controle

Luiz Guimarães Gomes de Sá
Médico e membro da Academia Pernambucana de Música

Publicação: 14/02/2017 03:00

Ao longo dos anos os governos negligenciaram de forma sistemática o avanço da criminalidade. Displicência, incompetência e em muitos casos conivência formaram o cenário da irresponsabilidade. É sabido que o Brasil tem o número de mortes por assassinato superior a muitos países em guerra.

O cidadão de bem sempre esteve refém do crime organizado (há muito tempo...), e não sabemos quantificar o número de pais de família que se foram e deixaram viúva e órfãos. Esse descaso levou a banalidade da vida e hoje vivemos literalmente em clima de guerra. Só que os meliantes estão muito bem armados e a polícia na desvantagem, sendo que a sociedade em condições muito piores, já que não pode possuir uma arma. Quantas desgraças ocorreram nesses governos passados e o homem de bem produtivo e que paga impostos não foi levando em conta. Foi desprezado e esquecido!

Agora a mortandade nos presídios eclode de forma alarmante e as providências começam a ser tomadas, inclusive, com a oportuna interferência das Forças Armadas, já que os meliantes nem a elas temem, acredito...

Como tantos outros setores da vida nacional, a segurança pública nunca foi encarada com a devida seriedade a começar pelo péssimo salário que os policiais recebem numa atividade que eles saem, mas não sabem se retornam vivos...

Por outro lado, a falta de controle nas fronteiras que são porta de entrada de armas e drogas, são fatores preponderantes para o controle da criminalidade. Dessa forma os armamentos dos meliantes superam e muito a potência e qualidade daqueles que a polícia utiliza.

Infelizmente e de forma atrasada, busca-se solucionar o que era simples, tornou-se agudo e agora a cronicidade deixou o rastro de sangue que não se apaga... Esse é o Brasil dos políticos que se interessam por seus interesses e muitos deles agem desonestamente levando o povo à desilusão quanto ao futuro que o espera. É essa a triste realidade que vivemos. A sociedade tem o poder do voto, mas não tem como resolver ou minimizar a violência que nos assola...

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