Emprego profissional no Brasil

Ary Avellar Diniz
Diretor do Colégio Boa Viagem e da Faculdade Pernambucana de Saúde

Publicação: 11/02/2017 03:00

A nação gerida de forma inteligente, ética e honesta, com perfeita harmonia entre os três poderes constitucionais e respeito às instituições democráticas, leva todos os cidadãos a usufruir de uma boa qualidade de vida.

Paradoxalmente, o retrocesso de uma nação propicia o desemprego em massa, a delinquência incontrolada e crises diversas, provocando situações tristes e preocupantes no seio da sociedade.

É complicado um trabalhador casado, com prole numerosa e desempregado chegar a casa e deparar-se com a família passando fome. Infelizmente, nessa circunstância, o cidadão sofrido apela para tirar de quem tem, sem medir as consequências.

12.300.000 desempregados no Brasil (31/01/2017)! Consequência: os crimes (assaltos, roubos, latrocínios, sequestros) têm-se expandido, tornando o brasileiro, gente do bem, preocupado quando vai trabalhar, pois não sabe se volta…

O povo tem acompanhado os passos do governo em relação às medidas urgentes a serem tomadas. Noticiam-se reformas previdenciária, política, trabalhista, fiscal e social, todas prevendo resultados a médio ou longo prazo, mas o trabalhador deseja soluções imediatas. O Ministério do Trabalho mostra deficit de centenas de bilhões de reais todos os anos e, se não houver reforma previdenciária, faltarão justamente recursos destinados aos aposentados. Isso é crudelíssimo! Assim, é sofrer hoje e, possivelmente, amanhã…

As políticas sociais do governo relutam em não aplicar o ditado: “Melhor que dar o peixe é ensinar a pescar”.

Mas para todo problema existe uma solução. — Incontestavelmente, há condições de minimizar deprimentes situações envolvendo o trabalhador mediante atuações do responsável empresário, do empreendedor que faculta empregos a milhões de brasileiros.

Essa classe econômica apresenta condições mais profícuas de atender às necessidades do trabalhador, desde que o governo exerça práticas políticas em favor do empresário, pelo fato de ele ser considerado o maior pagador de impostos, direta ou indiretamente, atuando sustentavelmente nas mais variadas situações: nas edificações e operações de fábricas, maiores geradoras de empregos; nos shopping centers, expressivos arrecadadores de recursos financeiros no âmbito dos varejistas; em hotéis, restaurantes, postos de gasolina, colégios e faculdades, hospitais e outras realizações privadas no mundo dos negócios… Tem-se mostrado confiável nas escolhas das privatizações de estradas, portos, aeroportos e estádios, sem esquecer os homens do campo, dedicados ao agronegócio, em condições de alimentar o mundo apoiados pela grande extensão territorial (mais de 8 milhões de km2) e água potável em abundância (18% das reservas mundiais)… Outros empresários se dedicam ao turismo diversificado no Brasil, infelizmente de expansão irrisória em relação a outros centros mundiais: o Brasil atrai 4 milhões de turistas-ano, enquanto Paris, 75 milhões, diferença esta motivada pela falta de segurança do país. Existem aqueles, os mais ousados, que operam também nas áreas de petróleo e minerais (ambas as riquezas escassas para as grandes potências mundiais), entre outras atividades.

Cabe ao governo interagir com os empresários e exercer ação política direcional, ciente do custo-benefício, tentando diminuir cargas tributárias, tornando juros mais acessíveis (a Taxa Selic deu exemplo, na última reunião do Banco Central, ao diminuir 0,75 pontos) e créditos mais baratos.

Sem querer ser o dono da verdade, acredito nas metas a serem alcançadas pela responsável, atuante e competente equipe econômica do governo: inflação de 3% a.a., reversão do quadro de desemprego até fins de 2017, incrementação de exportações diversificadas sem dependência dos Estados Unidos, PIB acima dos 2% em 2017… Fatalmente, haverá emprego profissional no Brasil para todos os trabalhadores.

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