O exercício do raciocínio e do intelecto do adolescente

Antonio Barbosa
Conselho/Diretoria Regional do Sesi/PE

Publicação: 12/01/2017 03:00

Trocado em miúdos, a frase que titula este artigo na sua completude é a seguinte: “(...), é o exercício do raciocínio e do intelecto da criança e do adolescente, em que o 1º juntou as letras e formou palavras, e o 2º juntou palavras e formou frases com significados, tanto de ordem gramatical quanto lexical (...)”  – assim é o começo do educando que passa a ter consciência crítica que o fará cidadão de ações responsáveis, como preconizou o educador Paulo Freire (1921-1997), na sua máxima “ensinar como aprender”.

O exordial vem à baila, em virtude do lançamento do programa ‘Educação Básica articulada com a Educação Profissionalizante’ (EBEP), em 19.12.2016, pelo diretor superintendente do Serviço Social da Indústria (SESI), Nilo Simões, na Unidade do Sesi/Ibura, representando neste ato também as unidades do Vasco da Gama; Cabo de Santo Agostinho e Paulista; Caruaru; Escada; Goiana; Petrolina e Araripina, que estão matriculando gratuitamente estudantes filhos de pais de baixa renda.

O EBEP, portanto, é fruto do esforço das instituições Sesi e Senai, exatamente nessa ordem: duas formas pedagógicas de ensino que “obriga” o adolescente estudar pela manhã o Médio, no Sesi e, almoçando no próprio local, frequenta o Senai a tarde e estuda os cursos técnicos de sua escolha (Administração, Automação Industrial, Eletromecânica, Eletrotécnica, Logística, Mecânica, Química e Técnico em Segurança do Trabalho). Aliás, o alunado do EBEP tem marcado presença nos vestibulares, notadamente, nos de Engenharia.

O fato originador dos conteúdos contemplados da educação formal e profissionalizante que fazem a logística do EBEP, teve como fio condutor a própria criação do Senai (1942) e a criação do Sesi (1946). Explico: a pré-Revolução Industrial do Brasil se deu no período de 1850 a 1939. Com o boom evidenciado pela era-Vargas, urgia dotar a indústria nascente de uma mão de obra qualificada (nascia o Senai). Com o analfabetismo (64,9%) e alfabetizados (35,1%), para uma faixa etária de 15 a 18 anos, impunha-se a criação do Sesi.

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