Hierarquia e disciplina

Ary Avellar Diniz
Diretor do Colégio Boa Viagem e da Faculdade Pernambucana de Saúde

Publicação: 07/01/2017 03:00

Tem-se observado no Brasil, nos últimos anos, principalmente da parte de alguns políticos “representantes do povo”, o continuado uso do termo “democracia” a confundir-se com a acepção “demagogia”. Esta última denominação significa forma deturpada da democracia, conforme se encontra nas entrelinhas do Direito Constitucional.

A demagogia tem tomado corpo pela constante e desgastante presença da corrupção, encoberta pela desfaçatez, mas ferindo acerbamente os princípios básicos da ética e da moral, sustentáculos da pura democracia.

Em qualquer gestão pública ou privada, o ambiente democrático entre gestores e funcionários ainda é o meio mais adequado de se atingirem os objetivos desejados, devendo, no entanto, ser nutrida pelos dirigentes grande dose de respeito.

Assim procedendo, preserva-se de modo satisfatório a disciplina geral da organização e, ao mesmo tempo, todos são mais bem esclarecidos quanto à responsabilidade final das inúmeras decisões, inerentes a quem dirige. Por sua vez, a hierarquia se fortalece, adequando perfeitamente a instituição ao caminho do sucesso.

As afirmativas realizadas podem-se apoiar no exemplo da Igreja Católica Apostólica Romana, que se mantém de pé e altaneira há mais de dois mil anos, amparada pelos princípios básicos da hierarquia e da disciplina entre seus membros. Ai do eclesiástico que infringe os regulamentos disciplinares da Igreja! Logo é severamente punido, julgado por um sucinto conselho, seja qual for o transgressor quanto ao seu grau de poder na ordem religiosa.

O mesmo acontece nas Forças Armadas do Brasil, de ampla credibilidade junto ao povo brasileiro, cuja hierarquia e disciplina são mantidas rigorosamente, doa em quem doer, não obstante os aviltosos salários recebidos pelos militares desde aproximadamente 1996, quando geria o País um político neto de marechal e ainda filho de general!

A disciplina, entretanto, exige ser mantida, permanecendo a tropa de fronte erguida, mesmo a custa dos mais variados sacrifícios em prol da Nação, e em condições de responder a qualquer ato provocativo oriundo do exterior, responsável constitucionalmente que é por reprimir no nascedouro procedimentos vandálicos frontalmente contrários à ordem pública interna. O lema continua a ser: “Brasil acima de tudo”!

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