CONTRADITóRIO » Como você avalia o Governo Paulo Câmara no ano de 2016? Positivamente

Waldemar Borges*
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Publicação: 31/12/2016 03:00

Um pulso forte na tempestade

Não precisa ser um PhD em Economia para saber que o Brasil enfrenta a maior crise econômica da sua história. Pela primeira vez desde o biênio 1930-1931, o país terá dois anos seguidos de queda no Produto Interno Bruto (PIB). São 12 milhões de desempregados. Estados e municípios obrigados a reduzir serviços, atrasando pagamentos a prestadores e fornecedores. Muitos não conseguem honrar os salários dos servidores públicos.

Só quem tenta, embora nem sempre assuma, desconhecer esse quadro é a bancada de oposição na Assembleia. Explica-se: uma parte quer omitir a responsabilidade que tem sobre essa situação. É aquela que apoiou as medidas tomadas em Brasília e que terminaram por jogar o Brasil no abismo. É dos seus quadros o ministro do Desenvolvimento Econômico da época. Ministro que, diga-se, não trouxe absolutamente nada para o estado. Soma-se a esse grupo, a parte da oposição que, motivada pela luta política local, busca inventar responsabilidades do Governo Paulo Câmara nas consequências vividas em Pernambuco pelo caos nacional.

Aqui, o governador Paulo Câmara tem conduzido o Governo com austeridade nos gastos e foco absoluto nas despesas prioritárias e estratégicas. Antecipando-se a todos, promoveu, desde o início da gestão, o nosso próprio ajuste fiscal. O primeiro passo foi cortar despesas, reduzindo em mais de R$ 1 bilhão o nosso custeio. Paralelamente, adotou medidas criativas e corajosas que elevaram nossa receita em aproximadamente R$ 1,2 bilhão (incluindo o dinheiro da repatriação).

Por isso, Pernambuco está enfrentando a crise de forma diferenciada, sem permitir que a queda na arrecadação e o estancamento dos repasses federais levem a prestação dos serviços públicos ao colapso, como temos observado em outros estados da federação. Estamos pagando nossas contas com dificuldades, mas sem atrasar ou parcelar os salários dos servidores. Ao contrário, só entre o final de novembro de 2016 e o início de janeiro de 2017, o governo vai injetar R$ 2,5 bilhões na economia do estado, com o pagamento dos salários de novembro e dezembro e o 13º do funcionalismo.

Além disso, Pernambuco conseguiu alcançar um nível de investimento da ordem dos R$ 2,5 bilhões no último biênio 15/16. O significado desse número na vida das pessoas pode ser traduzido na presença de 1.100 novos soldados patrulhando nossas ruas; na maior promoção da história da PM e dos Bombeiros, beneficiando 7,1 mil profissionais; na instalação de unidades do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI) em Toritama, Palmares e Goiana; na criação do 25º Batalhão em Jaboatão; nas mais de 300 viaturas entregues à PM, só para ficar em alguns exemplos nessa dificílima questão do enfrentamento à violência. Recife, aliás, apesar de todas as adversidades, continua sendo a capital menos violenta do Nordeste.

Na área da Saúde, o Governo Paulo Câmara investiu 15,5%, quando o mínimo exigido por lei é de 12%. Foram R$ 2,2 bilhões até outubro deste ano, contra R,7 bilhão no mesmo período de 2015. Assim, o governo pode entregar as UPAS de Primavera e do Arruda; aumentou a produção cirúrgica da rede estadual; abriu novos leitos de UTI, no Hospital dos Servidores; criou uma Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal, em Salgueiro; ampliou os serviços e elevou o padrão de qualidade de hospitais como o Mestre Vitalino e o Regional de Arcoverde.

Na Educação, também se investiu mais do que o determinado em Lei e mais do que foi gasto no ano passado. Foram R$ 3,64 bilhões até outubro deste ano em comparação com os R$ 2,87 bilhões de 2015. Apesar de toda dramaticidade do contexto nacional, Paulo inaugurou 9 novas escolas técnicas, 6 novas escolas de Referência de Ensino Médio. E, para finalizar, fechamos 2016 com Pernambuco respondendo pelo melhor Ideb do Brasil, com a menor taxa de abandono escolar e a menor diferença entre as redes pública e privada.

Os dados acima, como já foi dito, são alguns exemplos, dentre tantos, dos esforços de um governo que também sabe fazer gestão em tempos de crise. Não é por acaso que a cada eleição a oposição vem diminuindo sua presença nos municípios pernambucanos. Sua indisfarçável torcida pelo “quanto pior, melhor” e a inconsistência do seu discurso não têm encontrado aderência na sociedade pernambucana. Pernambuco sabe que não estamos fazendo tudo o que gostaríamos e pensávamos em fazer. Mas também sabe das razões que nos levaram a essa situação e sabe, sobretudo, que nenhum outro governo conseguiria fazer melhor.

* Líder do governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco.

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