Ardoroso admirador das obras de Fernando Pessoa

Giovanni Mastroianni
Advogado, administrador e jornalista

Publicação: 10/11/2016 03:00

Não há quem não se sinta honrado em receber, poucos instantes depois de mais uma edição do Diario de Pernambuco ser lançada às ruas, uma mensagem vinda da capital portuguesa, logo após a inserção de artigo da minha lavra, que denominei de “Recuperação das calçadas do Recife”,  com os seguintes dizeres: “Foi a primeira coisa que li, às 2 da madrugada (daí) . Belo texto. Parabéns. Abraços, desde essa Lisboa que, para nosso comum amigo Pessoa, era só uma verdade vazia e perfeita. José Paulo”. Na conversão de horários, seriam 6 horas da manhã, em Portugal. Dispensável dizer quem é José Paulo Cavalcanti Filho, pois todos sabem tratar-se do famoso advogado, formado pela Faculdade de Direito do Recife, que foi secretário-geral do Ministério da Justiça e ministro (interino) da Justiça, no governo do ex-presidente José Sarney. Seu rico currículo registra: presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), da EBN (depois Empresa Brasil de Comunicação- EBC) e do Conselho de Comunicação Social (órgão do Congresso Nacional). Consultor da Unesco e do Banco Mundial. Ocupa, com méritos, a cadeira 27 da Academia Pernambucana de Letras. Desnecessário, também, frisar que o imortal José Paulo Cavalcanti Filho honra este matutino, semanalmente, colaborando às sextas-feiras, nesta seção, com seus admiráveis artigos, mercê de indiscutível credibilidade dos seus aficionados leitores, entre os quais me incluo.
Filho do famoso jurista José Paulo Cavalcanti, de saudosa memória, com quem mantive os mesmos laços de amizade, como os que, hoje em dia, me relaciono com o   ilustre pesquisador e admirador das obras e das privilegiadas atividades de Fernando Pessoa, baseado em que, não raro, convive, em Portugal, com  coisas e fatos ligados à vida desse poeta, escritor, astrólogo, publicitário, inventor, crítico literário, tradutor, correspondente comercial, empresário, filósofo e comentarista político. Tudo isso e muito mais, pois de sua lavra extraem-se riquezas literárias como esta a seguir transladada: “Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida – umas porque usam de fórmulas visíveis e, portanto, vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso.”
Vasta é a bibliografia do personagem principal deste meu modesto comentário: “O mel e o fel, Adeus Pendorama, Fernando Pessoa, quase autobiografia, Fernando Pessoa – o livro das citações, Informações e poder, Tempos de aprendizagem, Aos amigos tudo, Aspectos institucionais da comunidade econômica europeia e Somente a verdade.” Estas são apenas algumas de suas obras.
Certamente, outras, em breve, virão para enriquecer a vasta bagagem literária pernambucana.

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