O êxodo árabe

Luiz Augusto Correia de Araújo
Prático da barra Recife e Suape

Publicação: 01/11/2016 03:00

No Porto de Suape, a Petrobras mantém, há mais de 10 anos, um navio cisterna armazenando gás propano e butano, para a distribuição e consumo brasileiro. Daqui ele vai em navios menores para praticamente todos os portos brasileiros. Esse procedimento aparentemente tem alto custo, todavia a Petrobras mantém o afretamento referido.
Após o 11 de setembro fatídico, os tripulantes a bordo do World Rainbow, todas árabes, foram desembarcados e repatriados para suas origens, países árabes! A propósito, o incidente nas famosas torres gêmeas ensejou a criação do ISPS CODE, instrumento criado pelos americanos que obriga todas as nações que mantêm comércio com eles terem procedimento meticuloso das cargas e dos navios que se destinam a portos americanos, com extrema segurança!
O capitalismo internacional/americano determina que, após o atentado, não mais a mão de obra árabe poderia trabalhar em navios de seus relacionamentos petrolíferos. O petróleo é nosso, deles e dos árabes...
Lugar de brasileiro é no Brasil e lugar de árabe é nos seus países, com o subsolo cheio do ouro negro!
Não venham para a Europa rica, fiquem nos países ricos da sua própria região o Kuwait, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes e seus “Dubais”! Porque a Europa?
Esse êxodo populacional de árabes com destino a países da União Europeia é um fato que chama nossa atenção, no que tange a independência de cada um desses países, como a Grécia, Itália, Bélgica, França e Alemanha que têm em seus territórios hordas de “farrapos humanos”, expulsos de seus países por conta de guerras e ditaduras intensas locais, como as de Saddam Hussein, Kadafi, Assad, entre outros títeres que criaram um estranho mundo com uma convivência estranha de diferentes origens, étnicas e religiosas.
Do tapete voador à lâmpada de Alladin, Ali Babá e Sherezad, a história árabe mudou em toda sua extensão territorial! Hoje o Líbano que tinha expressiva posição no conceito das nações, tornou-se local sem muita importância e com domínio interno de outras nações também árabes, porém com outras ideologias religiosas.
Essa fuga instituída por conta de revoluções fundamentalistas, guerras e escaramuças religiosas locais é de responsabilidade exclusiva árabe, que moram no mesmo local, rezam no mesmo alcorão e têm seus líderes todos amarrados e dependentes de conchavos internacionais com a inevitável transferência de tecnologia petrolífera absolutamente indispensável.
Nada mais justo e coerente do que os árabes reciclarem a Liga Árabe, de saudosa memória política, e receberem os fugitivos locais, seus patrícios étnicos e religiosos, oriundos da tirania, dos impérios locais e ditaduras e emirados, os quais na sua totalidade adoram e cultivam a divindade Ala! É só querer distribuir suas riquezas com seus vizinhos regionais, menos ricos... Cada um por si e Ala por todos!
Injusto e incoerente é impingir a presença de refugiados em nações com religião e cultura diferente do povo árabe, onde, segundo consta, ainda se troca uma mulher por meia dúzia de cabras. O preço do petróleo é regulado de acordo com a complicada Opep, e quem leva mais vantagem nesse comércio mora longe e tem em suas fronteiras navios, aviões e satélites proibindo qualquer acesso de árabes fugitivos. É só ousar, e tentar...
A interferência da religião nos governos de países árabes tem sabor da “Santa inquisição” excrecência religiosa adotada pela Igreja Católica em nome de Deus que fez atrocidades inomináveis por onde andou, inclusive na nossa inocente América Central e do Sul, onde os índios adoravam o Deus Sol, astro criado pelo Deus católico...

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