Editorial A força dos debates

Publicado em: 28/08/2018 03:00 Atualizado em: 28/08/2018 09:16

Uma das formas mais inteligentes de se chegar a uma conclusão é por meio do debate. A discussão de ideias, questionando posições e propondo soluções, continua sendo o modo mais civilizado e transparente para que toda a comunidade saia ganhando. Isso vale, sobretudo, em tempos de eleições. O intuito fundamental ultrapassa o conhecimento dos planos de governo de cada um dos postulantes e alcança a defesa incondicional da democracia, motivo principal da existência dos meios de comunicação.

Em um momento em que o país e o planeta são palcos de um pugilato verbal sem o objetivo de esclarecer, principalmente no mundo virtual, e pessoas se escondem atrás de perfis e notícias falsas para tentar fazer valer a sua ideia, a participação da mídia responsável e do cidadão consciente se torna essencial. É o pluralismo de pensamentos que pode nos salvar do pobre sentimento de que só existem dois lados — direita e esquerda. A sociedade brasileira  pode ser construída com base em muitos outros ideais.

Os debates colocam frente a frente as mais diversas posições ideológicas, para que os eleitores tirem suas dúvidas e tomem a melhor decisão ao depositarem os votos nas urnas. Desafios não faltam para aqueles que vão governar as 27 unidades da Federação e o país a partir de 2019. As contas públicas estão em estado lastimável. O desemprego atormenta mais de um quarto da população economicamente ativa. Os investimentos produtivos estão travados. Não há como se falar em desenvolvimento e em melhoria de vida nessas condições.

Não se pode esquecer que os eleitos em outubro próximo tomarão decisões que afetarão nosso dia a dia pelo menos até 2022. A depender das medidas adotadas, os reflexos se estenderão por um prazo muito maior. Tome-se por exemplo o caso de Dilma Rousseff. Ela deixou o governo há mais de dois anos, depois de sofrer um processo de impeachment, mas as mazelas continuam assombrando o país. A começar pelo aumento das desigualdades sociais provocado pela inflação com a qual a petista tanto brincou — uma irresponsabilidade sem tamanho.

É  hora, portanto, de os brasileiros prestarem muita atenção no que dizem os candidatos, comparar as propostas com a realidade e pensar muito. Com os debates, os cidadãos têm ótimas oportunidades para se conscientizarem de suas responsabilidades com o futuro e de fazerem do voto uma arma efetiva contra a corrupção e por um país melhor. Com a união de forças e boas escolhas, teremos a certeza de que estamos fazendo a nossa parte. De resto, nos próximos anos, é contar com a cidadania de cada um e o trabalho dos meios de comunicação para cobrar todos que forem eleitos.

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