Coisas da Copa

Publicado em: 07/07/2018 03:00 Atualizado em: 09/07/2018 06:16

O entretenimento é um dos grandes setores da economia global, com diversificados negócios voltados ao lazer e a diversão. Entre os seus segmentos destaca-se o desporto, onde o futebol é o mais popular e apaixonante.

A cada quatro anos a FIFA (Federation International Football Association) realiza a Copa do Mundo entre as seleções classificadas. Transformou-se no maior evento esportivo da terra. Sucesso inquestionável.

Na organização das competições oficiais do futebol significativos valores são agregados à economia com a mobilização de diversos recursos e profissionais, além daqueles das associações praticantes. Muitas são as demandas. Da área da saúde. Da indústria de material esportivo, de bebidas e comidas. Dos meios de transportes. Das redes de comunicações. Da rede hoteleira. Do turismo. Do marketing e da publicidade. Da gestão administrativa e econômica. Da área social etc.

A despeito disso, a cada quatro anos aparece uma minoria que não vê dessa forma. Para essa gente o que está havendo é que milhões de “alienados” estão assistindo 11 jogadores “ricos” correndo atrás de uma bola, enquanto o país passa por dificuldades e está cheio de mazelas, e o pior, os pobres torcendo por eles. As redes sociais têm outras pérolas postadas. Não vale a pena citar. E em relação a outros entretenimentos como o cinema, a música, a telenovela, o tênis, o Formula 1, a natação, o voleibol e o basquete, também vão ser interpretados dessa forma esdrúxula? Não vão enxergar, até porque uma coisa não tem nada a ver com outra. Talvez não saibam.

O principal, agora, é que a Copa da Rússia está muito boa. Temos visto grandes jogos. O épico tem acontecido. A Seleção Brasileira chegou às quartas de final de forma consistente. Mereceu.  

Alguns dos nossos escritores que gostavam e escreveram sobre futebol certamente criariam textos sobre esta Copa na Rússia, um berço de grandes escritores. Carlos Drummond de Andrade e Nelson Rodrigues, que tiveram colunas em jornais. José Lins do Rego, que chegou a ser dirigente. João Cabral de Melo Neto, que foi jogador. De outras plagas, fiquemos com o Nobel argelino Albert Camus. O estrangeiro. Foi goleiro. Não perderia a oportunidade de fazê-lo. Ah, belos alienados.

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