congresso Ex-advogado de Trump volta ao Congresso para uma audiência a portas fechadas

Por: AE

Publicado em: 28/02/2019 15:14 Atualizado em: 28/02/2019 16:36

Trump foi acusado de ser um "vigarista" com vínculos suspeitos com Moscou, pelo seu ex-advogado Michael Cohen - Foto: Timothy A. Clary/AFP
Trump foi acusado de ser um "vigarista" com vínculos suspeitos com Moscou, pelo seu ex-advogado Michael Cohen - Foto: Timothy A. Clary/AFP
Michael Cohen, ex-advogado de Donald Trump, regressou nesta quinta-feira ao Congresso para uma nova audiência, desta vez a portas fechadas, após seu depoimento explosivo na véspera contra o presidente americano, a quem acusou de ser um "vigarista" com vínculos suspeitos com Moscou.

A audiência, que deve durar várias horas, diante do Comitê de Inteligência da Câmara de Representantes, é a última etapa de uma semana maratona de depoimentos no Capitólio, sede do Congresso americano. 

Após o testemunho público de Cohen na quarta-feira, Adam Schiff, congressista democrata que está à frente do Comitê, anunciou que aproveitaria a confidencialidade desta nova sessão para repassar e "examinar em profundidade" vários pontos mencionados, sobretudo os relativos às suspeitas de conluio entre Moscou e a equipe de campanha de Trump nas eleições presidenciais de 2016. 

Entre os pontos que interessam particularmente aos democratas estão, segundo Schiff destacou no Twitter: o projeto de construção de um edifício na capital da Rússia divulgado em novembro de 2016, mês do pleito para a presidência, o que contraria as informações divulgadas por Trump; a questão de saber se o magnata conhecia com antecedência as revelações da WikiLeaks sobre sua adversária democrata Hillary Clinton; e, por último, "o envolvimento da Casa Branca nas declarações falsas" de Cohen perante o Congresso.

O ex-advogado em dezembro passado a três anos de prisão por perjúrio diante do Congresso e fraude eleitoral -delitos que disse ter assumido para para proteger Trump-,   fraude fiscal.

Do Vietnã, onde se reuniu com o líder norte-coreano Kin Jong-un, Trump afirmou que Cohen havia "mentido muito", que não havia apresentado nenhuma prova conclusiva e teria falado apenas sobre "suspeitas". 


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