negociações China e EUA retomam negociações sob tensão das acusações à Huawei

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 30/01/2019 08:12 Atualizado em:

Nas conversações, as duas maiores potências econômicas mundiais disputam a posição dominante nas futuras indústrias de alta tecnologia. Foto: Nicolas ASFOURI / AFP
Nas conversações, as duas maiores potências econômicas mundiais disputam a posição dominante nas futuras indústrias de alta tecnologia. Foto: Nicolas ASFOURI / AFP
Estados Unidos e China retomam nesta quarta-feira as complicadas negociações comerciais em Washington, em um clima de grande tensão, alimentado pelas acusações contra o grupo chinês de telecomunicações Huawei e uma de suas diretoras. 

Nas conversações, as duas maiores potências econômicas mundiais disputam a posição dominante nas futuras indústrias de alta tecnologia, segundo o representante de Comércio dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, que lidera os negociadores americanos. 

A China lançou em 2015 o plano "Made in China 2025", com o objetivo de transformar o país em um líder mundial em setores do futuro como aeronáutica, robótica, telecomunicações, inteligência artificial e veículos de energia limpa. 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou diversas vezes que é favorável ao progresso da economia chinesa, mas não em detrimento das empresas americanas nem de seus conhecimentos. 

Washington quer o fim do que considera práticas comerciais "desleais", como a transferência de tecnologia imposta às empresas estrangeiras na China, o roubo de propriedade intelectual americana e os volumosos subsídios concedidos às empresas chinesas estatais.

Para obrigar Pequim a corrigir as distorções comerciais, a Casa Branca adotou novas tarifas de importação sobre 250 bilhões de dólares de produtos chineses. E ameaça elevar de 10 para 25% as taxas alfandegárias de mercadorias chinesas avaliadas em 200 bilhões de dólares.

A China respondeu aplicando tarifas adicionais a 110 bilhões de dólares de produtos americanos.  Com negociações complexas, nenhum analista prevê a elaboração de um acordo completo após dois dias de conversações em Washington. 


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