SITUAÇÃO Parlamento da Venezuela oferece 'anistia' a militares que rejeitem Maduro

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 15/01/2019 21:11 Atualizado em:

Foto: Federico Parra/AFP
Foto: Federico Parra/AFP
O novo mandato de Maduro (2019-2025), iniciado na quinta-feira passada, não é reconhecido por Estados Unidos, União Europeia e vários países da América Latina, que consideram as eleições ilegítimas.

"Nos dirigimos aos militares de média e baixa patente: Percam o medo", disse o presidente do Parlamento, Juan Guaidó, no plenário da Câmara, ao convocar os militares a abandonar o governo chavista.

Guaidó se declarou disposto a liderar um governo de transição que convoque novas eleições, alegando que a Constituição lhe faculta preencher o vácuo de poder que existe na Venezuela.

Em meio à sessão no Parlamento, Maduro apareceu em uma mensagem à Nação em rede nacional ao lado do Estado-Maior da Força Armada, que reafirmou sua lealdade. "Estamos dispostos a morrer, como juramos, para defender a Constituição. Você como magistrado supremo e presidente constitucional foi eleito pelo povo", declarou o ministro da Defesa, general Vladimir Padrino.

Maduro advertiu que "os tribunais colocarão as coisas em seu lugar" diante das manobras para tirá-lo do poder. No texto que formalizou a "usurpação" de Maduro, o Legislativo propôs criar "incentivos" para a subordinação de militares, policiais e civis à Assembleia.

A proposta prevê ainda o estabelecimento de condições que permitam transferir progressivamente as competências do Executivo para o Congresso. O Tribunal Supremo de Justiça considera nulas todas as decisões da Assembleia, após ser declarada em desacato em 2016.

Os deputados aprovaram ainda um documento que pede a Estados Unidos, União Europeia e países latino-americanos - como Brasil, Argentina e Colômbia - que congelem ativos e contas da Venezuela.


Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.