brexit Oposição entra com moção de desconfiança contra May para tirá-la do cargo

Publicado em: 15/01/2019 17:48 Atualizado em:

May já enfrentou uma moção de desconfiança do próprio partido, o Conservador, em dezembro, mas a superou - Foto: AFP
May já enfrentou uma moção de desconfiança do próprio partido, o Conservador, em dezembro, mas a superou - Foto: AFP
A Câmara dos Comuns do Reino Unido rejeitou nesta terça-feira, 15, o acordo do Brexit entre o país e a União Europeia por 432 votos a 202. Negociado arduamente pela primeira-ministra britânica, Theresa May, o acordo enfrentou a resistência de um Parlamento hostil. Logo após a derrota, a oposição trabalhista anunciou uma moção de desconfiança contra a primeira-ministra, que deve ser apresentada na quarta-feira, 15. 

"Esse resultado não diz nada sobre o que quem é contra o acordo defende", disse May, logo depois da votação. "Nem como honrar o resultado do referendo nem se ele será honrado. O povo britânico merece clareza sobre isso o quanto antes."

O líder trabalhista, Jeremy Corbyn, qualificou a derrota de "a maior de um governo no Parlamento desde os anos 1920" e acusou May de "fechar a porta ao diálogo". "Não devemos acreditar seriamente que após dois anos de negociações fracassadas a primeira-ministra tem condições de seguir à frente do governo", afirmou.

May já enfrentou uma moção de desconfiança do próprio partido, o Conservador, em dezembro, mas a superou. Resta a dúvida se os trabalhistas conseguirão os votos de dissidentes da coalizão de governo para tirar May do cargo. 

A votação começou com a análise de quatro emendas apresentadas pelos deputados do documento de 585 páginas fruto de 17 meses de negociações com Bruxelas. Uma delas foi rejeitada e as outras três retiradas de votação. Na segunda-feira, a chefe de governo pediu que os deputados voltassem a examinar o acordo com "espírito aberto".

em uma tentativa de salvá-lo ou pelo menos limitar a derrota, na esperança de conservar uma margem de manobra posterior, May apresentou uma carta na qual Bruxelas garante que a União Europeia (UE) quer evitar a aplicação de seu ponto mais conflituoso, o denominado "backstop". (Com agências)



Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.