atentado Explosão de carro-bomba deixa 4 mortos e 90 feridos em Cabul

Publicado em: 14/01/2019 16:47 Atualizado em:

Foto: Twitter/Reprodução
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Ao menos quatro pessoas morreram e 90 ficaram feridas após a explosão de um carro-bomba em Cabul, perto de um complexo residencial de funcionários estrangeiros, segundo o último balanço das autoridades.

Este ataque não foi reivindicado até o momento, mas aconteceu no âmbito dos esforços diplomáticos para tentar acabar com um conflito entre os talibãs e o governo, que já dura 17 anos.

Até agora foram confirmados quatro mortos e mais de 90 feridos, entre eles 23 crianças, declarou Nasrat Rahimi, porta-voz do vice-ministro do Interior.

Teme-se que este balanço aumente com o passar das horas.

Três dos mortos eram membros das forças de segurança e o quarto, um civil. A maioria dos feridos são civis, que depois de tanto tempo são os mais afetados pelo conflito no Afeganistão.

O complexo residencial, com fortes medidas de segurança, esteve ocupado durante muitos anos por funcionários de várias agências da ONU, que foram se mudando para locais menos expostos a ataques, havia explicado Najib Danish, outro porta-voz do Ministério do Interior.

Danish assinalou que "somente alguns poucos guardas" estavam no local no momento da explosão. 

"As casas próximas sofreram graves danos", acrescentou, e "foram enviadas forças especiais da polícia para garantir que não haja outros agressores" na região, continuou o porta-voz.

A explosão aconteceu em um momento em que se intensificam os esforços diplomáticos para acabar com o conflito afegão entre os insurgentes talibãs e as forças do governo, apoiadas pela comunidade internacional.

O último atentado contra estrangeiros em Cabul ocorreu no final de novembro. Foi um múltiplo ataque reivindicado pelos talibãs contra a companhia britânica de segurança G4S, no qual 10 pessoas morreram, quatro delas funcionários da empresa. 

Em 24 de dezembro ocorreu outro ataque múltiplo. Primeiro, houve a explosão de um carro-comba, seguida por um ataque de homens armados, o que provocou a morte de 43 pessoas em um edifício governamental.

Este primeiro atentado de 2019 em Cabul foi executado enquanto o enviado americano para a paz no Afeganistão, Zalmay Khalilzad, realiza há uma semana uma viagem pela Ásia, que depois da Índia o levará à China, ao Paquistão e ao próprio Afeganistão.

Isto, também, depois que o presidente Donald Trump, perdendo a paciência com este conflito interminável, anunciou em dezembro a sua tentativa de retirar a metade dos 14.000 soldados americanos no Afeganistão. 

Rússia e Irã, por sua vez, organizaram nos últimos meses encontros paralelos com os talibãs em seu território. A China, que aspira estender sua égide sobre a Ásia por meio de sua estratégia de "Nova Rota da Seda", convidou-os a manter discussões. 

Segundo algumas estimativas, o Afeganistão foi o cenário de guerra mais mortal durante 2018, à frente do conflito na Síria.


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