EUA Trump nega notícia sobre omissão de suas conversas com Putin Em entrevista por telefone ao canal Fox News no sábado à noite (12), Trump chamou de "ridícula" a notícia publicada pelo "Post"

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 13/01/2019 13:42 Atualizado em:

O presidente Donald Trump desmentiu uma matéria publicada no jornal "The Washington Post", segundo a qual ele se negou a divulgar detalhes de suas conversas com o presidente russo, Vladimir Putin, para funcionários do alto escalão do governo americano.

Em entrevista por telefone ao canal Fox News no sábado à noite (12), Trump chamou de "ridícula" a notícia publicada pelo "Post". O jornal garante que o presidente fez todo o possível para ocultar o conteúdo de suas conversas com Putin, chegando até a tomar as anotações de seu intérprete e a exigir que ninguém comentasse o que foi dito durante um encontro com o presidente russo.

Trump garantiu que teve "uma excelente conversa" com Putin, em Helsinque, em julho de 2018.

"Tive uma conversa como a de qualquer presidente. Você senta com o presidente de muitos países... Falamos de Israel, de proteger Israel e de muitas outras coisas... Não estou escondendo nada. Não poderia me importar menos. Sério, é ridículo", disse ele à jornalista da Fox News.

"Qualquer um poderia ter ouvido esse encontro. Esse encontro está disponível para quem quiser", insistiu.

Segundo o "Post", não há nenhum registro detalhado das conversas de Trump com Putin em cinco lugares diferentes nos últimos dois anos.

Sem revelar suas identidades, o jornal cita ex-funcionários e atuais membros do governo Trump como fontes.

O presidente também lembrou que não se provou a ocorrência de "conluio" entre sua equipe de campanha de 2016 e a Rússia e acusou o "Post" de ser "um lobby para a Amazon". Ambas as empresas - o jornal e o gigante do comércio eletrônico - pertencem ao bilionário Jeff Bezos.

Trump também aproveitou a entrevista para comentar uma matéria do jornal "The New York Times", que publicou, na sexta-feira, que o FBI havia aberto em 2017 uma investigação para saber se o presidente americano estava trabalhando em nome da Rússia.

Realizada com um componente de contrainteligência e outro penal, a investigação teve início depois que o presidente demitiu o então diretor do FBI (a Polícia Federal americana), James Comey, em maio de 2017, informou o NYT, citando fontes anônimas.

A investigação do FBI logo foi absorvida pela do procurador Robert Mueller sobre a interferência da Rússia na eleição presidencial de 2016.

Quando a jornalista da Fox News perguntou a Trump se ele havia trabalhado para a Rússia, o presidente afirmou, sem responder a pergunta diretamente: "Acho que essa é a coisa mais insultante que já me perguntaram".


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