Conflito Deputados opositores denunciam presença de explosivo no Parlamento venezuelano Segundo os parlamentares, trata-se uma granada fragmentária encontrada por volta de meia-noite pela Guarda Nacional (militar) na porta do salão de sessões

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 05/01/2019 12:09 Atualizado em:

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Deputados opositores venezuelanos denunciaram ter encontrado o que seria um explosivo na sede do Parlamento em Caracas, onde está previsto neste sábado (5) o início do ano legislativo e o provável não reconhecimento do novo mandato do presidente Nicolás Maduro.

"À noite foi encontrado um artefato explosivo. O Sebin (Serviço Bolivariano de Inteligência) retirou-o", informou nas redes sociais o legislador Luis Silva.

Segundo os parlamentares, trata-se uma granada fragmentária encontrada por volta de meia-noite pela Guarda Nacional (militar) na porta do salão de sessões.

"Apenas eles (militares) poderiam colocar um explosivo. A ditadura não vai nos deter com ameaças. Hoje, 5 de janeiro, se instala a nova direção da Assembleia Nacional", afirmou a deputada Delsa Solórzano, lembrando que o prédio está sob custódia da Forças Armadas.

Como de costume no início da legislatura, a sede da Assembleia Nacional, no centro da cidade, amanheceu com forte aparato militar.

Efetivos da Guarda Nacional mantinham as vias de acesso ao Palácio Legislativo bloqueadas. 

Um funcionário do órgão afirmou à AFP que agentes do Sebin realizam "uma varredura" do local. 

A Assembleia Nacional elege neste sábado um novo conselho diretor e prevê declarar como ilegítimo o novo mandato de Maduro, que começará na próxima quinta-feira.

Na sexta, o Grupo de Lima, apoiado pelos Estados Unidos, pediu para o mandatário socialista abrir mão de se juramentar e ceder o poder ao Legislativo até que ocorram "eleições presidenciais democráticas".

Já o governo venezuelano acusou o Canadá e os 12 países latino-americanos que assinaram a declaração de "incentivar um golpe de Estado". 



Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.