Migração México protesta com EUA por uso de força contra emigrantes na fronteira Cerca de mil emigrantes centro-americanos correram em disparada para o muro fronteiriço

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 03/01/2019 19:58 Atualizado em:

Forças americanas repeliram os migrantes com tiros de balas de borracha e gases lacrimogêneos. Foto: Guillermo Arias / AFP
Forças americanas repeliram os migrantes com tiros de balas de borracha e gases lacrimogêneos. Foto: Guillermo Arias / AFP
O México enviou, nesta quinta-feira (3), uma nota diplomática aos Estados Unidos para demandar uma investigação sobre o uso da força contra famílias de emigrantes centro-americanos que tentaram cruzar a fronteira em massa, informou a chancelaria mexicana.

"A Secretaria de Relações Exteriores enviou hoje uma nota diplomática à Embaixada dos Estados Unidos sobre o incidente ocorrido em 1 de janeiro na zona fronteiriça" que divide a mexicana Tijuana da americana San Diego.

"Solicitou-se que seja realizada uma investigação exaustiva dos fatos ocorridos neste dia, assim como dos de 25 de novembro passado nesta mesma área", acrescenta, sem dar detalhes dos eventos.

Após uma manifestação pacífica em Tijuana para demandar asilo nos Estados Unidos, cerca de mil emigrantes centro-americanos - entre eles diversas crianças - correram em disparada para o muro fronteiriço e tentaram saltá-lo, em 25 de novembro.

Mas as forças americanas estabelecidas na fronteira não demoraram a repeli-los com tiros de balas de borracha e gases lacrimogêneos lançados de helicópteros que sobrevoavam o muro, fazendo diversos emigrantes perderem o equilíbrio e caírem no chão.

Esse incidente deixou três feridos e inúmeros intoxicados por gás.

Em 1 de janeiro, uma centena de emigrantes tentou novamente a mesma estratégia, mas desistiram ao enfrentar as forças americanas com gases lacrimogêneos. 

Consultada pela AFP, a chancelaria confirmou que a nota diplomática do México se refere a esses incidentes.

O México "lamentou que se registre qualquer tipo de atos violentos na fronteira" e "reiterou seu compromisso para proteger os direitos humanos e a segurança de todas as pessoas migrantes".


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