Investigação Procurador-geral do Peru é alvo de pedido de denúncia por 'Lava Jato' A equipe especial do caso 'Lava Jato' investiga os casos de corrupção relacionados à Odebrecht, que envolvem ex-presidentes

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 27/12/2018 08:02 Atualizado em:

Foto: Reprodução/Mercado Livre
Foto: Reprodução/Mercado Livre
O procurador José Domingo Pérez, membro da equipe especial que investiga o caso "Lava Jato" no Peru, solicitou denúncia contra o Procurador-Geral da Nação, Pedro Gonzalo Chávarry, por encobrimento.

Em documento entregue à imprensa, Pérez informa ter comunicado "à Procuradoria a suposta comissão de crime contra a administração da Justiça por meio de encobrimento pessoal e encobrimento real" por parte do "Procurador-Geral, Pedro Gonzalo Chávarry". No documento, Pérez explica que apesar dos preceitos normativos de reserva e confidencialidade do processo de colaboração, "se tomou conhecimento de que o senhor Pedro Chávarry, através do secretário-geral, Aldo León Patino, participou de ações para entorpecer e obstruir o acordo de  colaboração com a empresa Odebrecht".

Pérez destaca que o acordo de colaboração foi firmado no dia 8 de dezembro passado e "permitirá que a multinacional Odebrecht brinde informação sobre o pagamento de subornos a funcionários peruanos e contribuições a campanhas políticas".

Segundo Pérez, a ação de Chávarry visa a obstruir o acordo com a Odebrecht e o processo de colaboração para que Jorge Barata, que era representante do grupo brasileiro no Peru, não preste depoimento sobre o financiamento ilegal de campanhas políticas.

Chávarry utilizou o Twitter para rebater as acusações e afirmar que não têm sustentação jurídica.

A equipe especial do caso "Lava Jato" investiga os casos de corrupção relacionados à Odebrecht, que envolvem os ex-presidentes Alejandro Toledo (2001-2006), foragido nos Estados Unidos, Ollanta Humala (2011-2016), detido durante nove meses; Alan García (1985-1990, 2006-2011), e Pedro Pablo Kuczynski (2016-2018), que renunciou em março passado.

Os subornos também envolvem a líder do partido opositor Força Popular, Keiko Fujimori, que cumpre prisão preventiva de 36 meses por receber dinheiro ilegal da Odebrecht para a campanha de 2011.


Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.