caso Khashoggi 'Não consigo respirar', estas foram as últimas palavras do jornalista Khashoggi De acordo com o canal CNN, a transcrição dos áudios do momento em que o jornalista foi assassinado deixa claro que foi um crime premeditado

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 10/12/2018 10:26 Atualizado em:

Foto: Arquivo/AFP
Foto: Arquivo/AFP
"Não consigo respirar", estas foram as últimas palavras de Jamal Khashoggi, informou o canal CNN, ao citar uma fonte que leu a transcrição de uma gravação de áudio dos momentos prévios ao assassinato do jornalista saudita. A fonte afirmou ao canal norte-americano que a transcrição deixa claro que o assassinato foi premeditado e sugere que várias ligações telefônicas foram feitas para informar sobre o desenvolvimento dos fatos.

A CNN afirmou que as autoridades turcas acreditam que as ligações foram feitas para altos funcionários do governo de Riad. A transcrição da macabra gravação inclui descrições de Khashoggi lutando contra seus assassinos, indicou a emissora, e faz referências aos sons do corpo do jornalista "sendo esquartejado com uma serra". A transcrição original foi preparada pelos serviços de inteligência turcos. A CNN afirmou que sua fonte leu uma versão traduzida e também foi informada sobre a investigação da morte do jornalista.

O ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita rejeitou no domingo os pedidos de extradição de suspeitos relacionados ao assassinato de Khashoggi, como deseja o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan. O chefe de Estado turco pediu de modo reiterado a Riad que entregue os suspeitos do assassinato. Autoridades turcas afirmam que uma equipe saudita de 15 membros foi enviada a Istambul para matar Khashoggi.

A Arábia Saudita, no entanto, alega que foi uma operação "desonesta" que acabouu mal, um argumento que perde força com as informações sobre a transcrição. 

Khashoggi, um colaborador saudita do jornal The Washington Post, foi assassinado em 2  de outubro, pouco depois de entrar no consulado da Arábia Saudita em Istambul. 


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