Mercado Trump sugere que trégua comercial com China pode se prolongar O prazo de 90 dias começou a correr em 1º de dezembro, quando Trump se reuniu em Buenos Aires com Xi à margem da cúpula do G20

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 04/12/2018 13:55 Atualizado em: 04/12/2018 14:16

Foto: Washington Post/ Reprodução
Foto: Washington Post/ Reprodução
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu nesta terça-feira (4) a possibilidade de prolongar a trégua comercial de 90 dias negociada com seu homólogo chinês, Xi Jinping, para desativar a disputa comercial provocada por Washington.

O prazo começou a correr em 1º de dezembro, quando Trump se reuniu em Buenos Aires com Xi à margem da cúpula do G20 e acordou trabalhar para alcançar um acordo para retirar as tarifas de centenas de bilhões de dólares impostos pelos dois países no comércio bilateral.

Contudo, Trump não descartou que essa trégua se estenda além de 1 de março.

"As negociações com a China já começaram. A menos que se prolonguem, serão concluídas em 90 dias, a partir da data de nosso maravilhoso e cálido jantar com o presidente Xi na Argentina", escreveu Trump no Twitter.

Depois da reunião, Washington acordou frear a ameaça de Trump de aumentar as tarifas sobre US$ 200 bilhões de dólares em importações chinesas a 25% a partir de 1 de janeiro, mantendo a taxa atual de 10%.

Em troca, Washington disse que China compraria quantidades "muito significativas" de bens agrícolas, energéticos, industriais e outros produtos americanos.

No domingo, Trump disse que a China também "reduziria e eliminaria" as tarifas de 40% sobre carros, embora Pequim ainda tenha que confirmar a medida.

O representante comercial dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, liderará os diálogos com o governo de Xi para ver "se um acordo real com a China realmente é possível", tuitou Trump nesta terça.

"Se for, nós faremos", acrescentou, sinalizando que "supõe-se que a China deve começar a comprar produtos agrícolas e outros imediatamente".

Os agricultores americanos foram muito afetados pelas represálias da China às exportações americanas, especialmente às vendas de soja, que despencaram.

Trump alertou que, apesar de que - como Xi - querer chegar a um acordo, ele continua sendo favorável às tarifas.

"Lembrem, sou um homem de tarifas", disse.

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