confronto Ucrânia proíbe a entrada de homens russos de 16 a 60 anos para evitar luta armada A decisão acontece depois da escalada dos conflitos entre as duas nações no Mar Negro no último domingo (25)

Por: AE

Publicado em: 30/11/2018 13:05 Atualizado em:

Foto: MYKOLA LAZARENKO / UKRAINIAN PRESIDENTIAL PRESS SERVICE / AFP
Foto: MYKOLA LAZARENKO / UKRAINIAN PRESIDENTIAL PRESS SERVICE / AFP
O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, afirmou nesta sexta-feira (30) que homens russos de 16 a 60 anos de idade estão proibidos de entrar no país. Segundo ele, as restrições aos russos foram feitas para prevenir "exércitos privados" lutando em solo ucraniano.

Uma porta-voz do ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que Moscou não planeja impor restrições semelhantes aos ucranianos que tentam chegar ao país. Ela culpa o governo da Ucrânia por implementar uma política que afeta as pessoas comuns.

A decisão acontece depois da escalada dos conflitos entre as duas nações no Mar Negro no último domingo (25). Funcionários da Guarda Costeira da Rússia capturaram três navios da Marinha ucraniana e detiveram 24 marinheiros do país. De acordo com o Serviço Federal de Segurança (FSB, antiga KGB) da Rússia, os três navios violaram as águas territoriais russas perto da Crimeia, ignoraram os alertas da Guarda Costeira russa para parar e apontaram suas armas contra as lanchas russas.

O governo da Rússia anunciou nesta sexta-feira que três comandantes dos navios ucranianos foram levados para Moscou para serem interrogados. Os outros 21 marinheiros foram transferidos para uma prisão na capital russa. Desses, três feridos estão em um hospital de outra prisão, segundo Kogershyn Sagiyeva, membro de um conselho russo que permite fiscalizar prisões. Todos aparentam estar em bom estado, diz. 

No início desta semana, um tribunal da Crimeia decretou que os marinheiros fossem mantidos em prisões por dois meses para investigações.

Em resposta às crescentes tensões do conflito, Kiev promulgou lei marcial, aprovada pelo Parlamento, e com duração de 30 dias em dez regiões fronteiriças e costeiras. A lei torna possível mobilizar os cidadãos, controlar os meios de comunicação e limitar os encontros públicos.


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