frança Tribunal francês julga mãe que escondeu bebê em porta-malas de carro por 2 anos O caso foi revelado em outubro de 2013, quando a mãe da menina levou o carro a uma oficina e um mecânico fez a descoberta

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 12/11/2018 10:09 Atualizado em:

Vista do tribunal de Tulle. Foto: Arquivo/AFP
Vista do tribunal de Tulle. Foto: Arquivo/AFP
O julgamento da mãe que escondeu seu bebê durante dois anos no porta-malas de um carro começou nesta segunda-feira na França. O caso foi revelado em outubro de 2013, quando a mãe da menina levou o carro a uma oficina e um mecânico fez a descoberta. 

A menina sobreviveu e este mês completará sete anos, mas sofreu sequelas permanentes. De acordo com um exame realizado em 2016 ela tem "um déficit funcional de 80%" e "um autismo provavelmente irreversível". O mecânico, alertado por sons estranhos, citou uma "cena horrível" e contou que ao abrir o porta-malas viu uma menina coberta de excrementos, incapaz de manter a cabeça erguida, "pálida como um fantasma". As autoridades explicaram que 15 ou 30 minutos a mais e a menina teria sofrido um "grande risco" pela falta de oxigênio.

O comportamento da mãe intrigou a polícia porque ela parecia "tranquila", como se a descoberta do bebê fosse uma "libertação", segundo o mecânico. A mãe e o pai da criança foram detidos para interrogatórios. O pai, que afirmou que não sabia da gravidez da mulher nem da presença do bebê no veículo, foi liberado. "Nenhum elemento demonstrou que estivesse a par", concluíram os investigadores.

O caso, conhecido como "Serena", o nome que a mãe deu ao bebê, "desafia a imaginação", admitiu o promotor responsável pela investigação. O casal tinha outros três filhos, com idades entre 6 e 12 anos, todos matriculados em escola e integrados normalmente à sociedade. A mãe, que atualmente tem 50 anos, pode ser condenada a até 20 anos de prisão.

A menina vive atualmente com uma família de acolhimento. Os outros filhos do casal, agora com idades entre 11 e 17 anos, foram devolvidos aos pais depois de passar um período com famílias de acolhimento.


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