Ampliação Venezuela diz que poderá aumentar produção de petróleo em 500 mil barris por dia A promessa de Caracas é surpreendente porque sua produção diminuiu em pelo menos 800 mil barris por dia nos últimos dois anos em meio a crise financeira e sanções norte-americanas

Por: AE

Publicado em: 11/11/2018 09:21 Atualizado em:

A Venezuela pode aumentar a produção em meio milhão de barris por dia como parte de um aumento de capacidade impulsionado por um financiamento chinês, afirmou neste domingo o ministro do Petróleo do país, Manuel Quevedo. 

A promessa de Caracas é surpreendente porque sua produção diminuiu em pelo menos 800 mil barris por dia nos últimos dois anos em meio a crise financeira e sanções norte-americanas.

O desenvolvimento deve complicar as discussões em Abu Dhabi neste domingo entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados sobre possíveis cortes na produção em meio à queda nos preços e ao aumento dos estoques.

Falando ao chegar para o encontro em Abu Dhabi, Quevedo disse que o país está produzindo cerca de 1,5 milhão de barris por dia. Com a cota do país fixada em 1,972 milhão de barris por dia em 2016, "temos cerca de 500 mil barris por dia" para aumentar, disse ele.

Quevedo, que também lidera a estatal Petroleos de Venezuela (PdVSA), disse que a Venezuela cumprirá sua alocação de produção. Mas ele disse que a Venezuela já está a caminho de aumentar a produção em 100 mil barris por dia este mês e planeja aumentar sua capacidade de produção em 1 milhão de barris por dia até o primeiro semestre de 2019.

O ministro disse que muitos analistas esperavam que a PdVSA entrasse em colapso e começasse a vender seus ativos, mas que "2018 e 2019 serão os anos de recuperação da PdVSA".

Segundo Quevedo, as metas de produção serão alcançadas graças aos US$ 5 bilhões de financiamento chinês. Ele disse que ele e o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, discutiram os detalhes finais com o Banco do Desenvolvimento de Pequim na semana passada.

O ministro disse ainda que espera apoio da russa Rosneft Oil e continua trabalhando com a Chevron dos EUA. "Temos um problema com o governo dos EUA, não com o povo americano", disse ele.


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