Eleições2018 Mais de 6 mil brasileiros vão votar na Argentina neste segundo turno A eleição presidencial do Brasil é acompanhada atentamente na Argentina, que é o principal sócio comercial na região

Por: Agência Brasil

Publicado em: 28/10/2018 06:54 Atualizado em: 28/10/2018 06:59

Eleitores brasileiros na embaixada em Buenos Aires.
Foto: Monica Yanakiew/Arquivo Agência Brasil. (Eleitores brasileiros na embaixada em Buenos Aires.
Foto: Monica Yanakiew/Arquivo Agência Brasil.)
Eleitores brasileiros na embaixada em Buenos Aires. Foto: Monica Yanakiew/Arquivo Agência Brasil.

Na Argentina, 6.210 eleitores vão votar neste domingo (28), a maioria em Buenos Aires, a capital, onde serão instaladas oito urnas eletrônicas na sede da Embaixada do Brasil. No primeiro turno, apenas o equivalente à metade dos eleitores – 3.199 – votou.

A eleição presidencial do Brasil é acompanhada atentamente na Argentina – principal sócio comercial na região. O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Jorge Faurie, disse que o resultado do primeiro turno foi tema na reunião de gabinete do presidente Mauricio Macri.

“A Argentina quer que o vitorioso de hoje seja o que permita consolidar sua democracia, a institucionalidade e a economia.”

Macri chegou a telefonar para o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro. O brasileiro disse que, se eleito, irá à Argentina para intensificar as relações.

Desde que assumiu em dezembro de 2015, com a promessa de tirar a economia argentina da estagnação, Macri acompanha a política brasileira. Ele observou os desdobramentos do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, as denúncias de corrupção e a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em abril.

A Argentina depende da estabilidade politica e econômica brasileira, em meio a uma crise econômica, com previsão de encolher 2% este ano, enquanto a inflação deve ultrapassar os 40%. Macri tem o desafio de fazer o Senado aprovar o Orçamento de 2019 (que prevê um forte ajuste).

O presidente argentino se comprometeu com o Fundo Monetário Internacional (FMI) a zerar o déficit fiscal no ano que vem, em troca de uma linha de crédito de US$ 56,3 bilhões.

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