Investimento BM divulga índice de Capital Humano e Brasil está em 81o. entre 157 países Na América Latina, o Chile lidera como 45º colocado no geral, à frente de Costa Rica, 57º, Argentina, 63º, e México, 64º

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 11/10/2018 10:06 Atualizado em:

Foto: Reprodução/PixaHere
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O Banco Mundial (BM) divulgou nesta quarta-feira seu Índice de Capital Humano, um projeto com o qual busca chamar a atenção para a necessidade de se investir no talento, e que coloca o Chile na liderança da América Latina, na 45º posição entre 157 países do planeta.

O Brasil ocupa apenas a 81ª posição, atrás de Equador, 66º, e Peru, 72º.

O Índice, que avalia indicadores como mortalidade antes dos cinco anos de vida, escolarização e pautas de saúde, tem Singapura na liderança, seguido por Coreia do Sul, Japão, Hong Kong, Finlândia, Irlanda, Austrália, Suécia, Holanda e Canadá.

Na América Latina, o Chile lidera como 45º colocado no geral, à frente de Costa Rica, 57º, Argentina, 63º, e México, 64º.

"O índice mede o volume de capital humano que uma criança nascida em 2018 pode esperar captar", destaca o Banco Mundial.

"O capital humano consiste em conhecimento, habilidades e a saúde que uma pessoa pode acumular em sua vida, o que lhe permite realizar seu potencial como um membro produtivo da sociedade", destaca o relatório, que coloca o Haiti no último lugar da América Latina e Caribe, na 112ª posição.

"Estamos lançando um índice (...) que será uma ferramenta para se criar um espaço de discussão nos países sobre a necessidade de se investir mais em capital humano", disse em entrevista a partir de Bali Jaime Saavedra, diretor de Práticas Mundiais de Educação do Banco Mundial.

O funcionário está em Bali para a reunião anual do FMI e Banco Mundial.

"É muito importante que os ministros da Fazenda entendam que o investimento em capital humano é tanto ou mais importante que o investimento em capital físico", argumentou Saavedra.

O documento revela que quando uma criança carente faz três anos, escutou 30 milhões de palavras a menos que seus pares de outros estratos.

"Quando já são adolescentes, a ação para fechar este abismo se torna mais dispendiosa. A evidência mostra que para os governos que buscam investir mais sabiamente em capital humano, não há melhor oportunidade do que investir nos primeiros mil dias de vida da criança", destaca o documento.

O relatório cita experiências no Brasil, Chile e Colômbia que mostram que é possível fazer políticas em grande escala para o desenvolvimento na primeira infância.

"Um programa - 'Chile Cresce Contigo' - lançado em 2006 serve como ponto de referência para os países de renda média que estão dispostos a investir em grande escala", destacam os especialistas em referência a um plano do governo que fornece serviços de saúde, educação e proteção social à infância.

O programa lançado durante o primeiro governo de Michelle Bachelet (2006-2010), uma pediatra, combina políticas de saúde com entrega de materiais, apoio didático e assistência aos pais.

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