TRUMP EUA: mulher relata assédio de juiz indicado à Suprema Corte; votação ocorre hoje Ela disse ter '100% de certeza de que foi atacada por Kavanaugh'. Ele negou com veemência as acusações.

Por: AE

Publicado em: 28/09/2018 09:43 Atualizado em:

O juiz Brett Kavanaugh foi indicado pelo presidente Donald Trump para a Suprema Corte. Foto: Mandel Ngan/AFP/
O juiz Brett Kavanaugh foi indicado pelo presidente Donald Trump para a Suprema Corte. Foto: Mandel Ngan/AFP/
A Comissão de Justiça do Senado dos EUA ouviu nesta quinta-feira 27, os depoimentos do juiz Brett Kavanaugh, indicado pelo presidente Donald Trump para a Suprema Corte, e da psicóloga Christine Blasey Ford, que o acusa de assédio sexual. Ambos deram declarações fortes, em tom emocionado. Ela disse ter "100% de certeza de que foi atacada por Kavanaugh". Ele negou com veemência as acusações.

Christine acusa Kavanaugh de tentar estuprá-la em uma festa em 1982, quando eles estavam no ensino médio. Ela deu um depoimento contundente no qual disse não ter dúvidas sobre o que aconteceu. Aos senadores, ela disse que a risada do juiz e de um amigo dele é a memória mais forte que possui daquele dia. 

Nesta quinta-feira, Christine deu detalhes do que aconteceu na festa e disse que o juiz e um amigo a empurraram para dentro de um quarto. Segundo ela, Kavanaugh estava bêbado, a apalpou e tentou tirar sua roupa. Christine disse que tentou gritar, mas teve a boca tampada por ele.

De acordo com ela, os dois não eram próximos, mas estiveram em outras festas juntos. Aos senadores, ela disse estar "aterrorizada", mas afirmou que considerou necessário fazer a denúncia. Desde que se pronunciou pela primeira vez, outras duas mulheres levantaram acusações de cunho sexual contra Kavanaugh: Julie Swetnick e Deborah Ramirez. 

Após Christine, foi a vez de Kavanaugh dar sua versão. Aos senadores, o juiz disse que nunca assediou uma mulher. "Eu gostava de cerveja. Eu ainda gosto de cerveja. Mas eu não bebo cerveja a ponto de 'apagar'e nunca abusei sexualmente de ninguém", afirmou. "Minha família e meu nome foram permanentemente destruídos por acusações falsas", afirmou o juiz que acusou os democratas de fabricar o escândalo para barrar sua nomeação.

Na quarta-feira, dia 26, o presidente Donald Trump disse que poderia ser convencido das acusações e afirmou que assistiria ao discurso de Christine. A fala foi uma mudança no tom do presidente, que até então vinha sugerindo que as acusações eram falsas.

Nesta quinta-feira, no entanto, Trump voltou a adotar um tom agressivo, mostrando solidariedade a Kavanaugh. "Ele mostrou aos EUA exatamente por que eu o escolhi para a Suprema Corte", disse Trump, no Twitter. "Seu depoimento foi poderoso, honesto e cativante." 

Indecisos
No início da noite, apesar do depoimento de Christine, a votação para confirmar o nome de Kavanaugh foi mantida para esta sexta-feira, 28. No entanto, os republicanos não tinham certeza se teriam votos suficientes para aprová-la. 

O suspense havia sido mantido porque quatro senadores moderados ainda permaneciam indecisos.

Os republicanos Lisa Murkowski, Jeff Flake e Susan Collins, e o democrata Joe Manchin, dispensaram os assessores e se trancaram em um gabinete do Senado para debater o caso.

Analistas diziam que a decisão dos quatro determinaria o futuro do juiz Kavanaugh na Suprema Corte. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.