Mundo Alemanha e Espanha concordam em ampliar ajuda ao Marrocos por questão dos migrantes Sánchez e Merkel concordaram em levar à Comissão Europeia a necessidade de maior envolvimento financeiro no Fundo Fiduciário para a África

Publicado em: 11/08/2018 15:38 Atualizado em:

O novo chefe de governo espanhol, Pedro Sánchez, e a chanceler alemã, Angela Merkel, mostraram neste sábado, na Espanha, sua convergência de opiniões sobre o tema migratório, e concordaram com a necessidade de ampliar o apoio europeu ao Marrocos, considerado país de origem e trânsito de migrantes.

Os dois dirigentes se reuniram na Andaluzia, sul da Espanha, que se tornou este ano o principal país de entrada na Europa dos migrantes que cruzam o Mediterrâneo, à frente da Itália e Grécia.

"Quatorze quilômetros separam do norte da África a costa da Espanha e, consequentemente, da Europa, mas há uma distância muito mais importante, infinitamente maior, em termos de desenvolvimento econômico, social, de proteção dos direitos humanos e também de estabilidade política", assinalou Sánchez.

"Quanto maior for este abismo, maior será o drama que se vive nas águas do Mediterrâneo", afirmou, estimando que "reduzir a profundidade deste abismo de desigualdade também deve ser uma das principais tarefas da União Europeia".

Os dois dirigentes concordaram, segundo ele, que precisam "reforçar a cooperação com o país de origem e trânsito que o Marrocos representa". "Estamos em discussão com a Comissão Europeia para desbloquear uma série de recursos econômicos que permitam ao Marrocos obter materiais que lhe permitam ser muito mais eficiente no controle de suas fronteiras na hora da saída dessas embarcações para a costa espanhola", acrescentou.

Segundo um comunicado divulgado pelo governo espanhol após o encontro, "Sánchez e Merkel concordaram em levar à Comissão Europeia a necessidade de maior envolvimento financeiro no Fundo Fiduciário para a África, do qual procedem os fundos destinados especificamente ao Marrocos para a gestão de fronteiras".

Merkel lembrou que a Alemanha contribuiu com o fundo "para Tunísia e Marrocos, porque necessitam de apoio em matéria de segurança fronteiriça e cooperação para o desenvolvimento".

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