corrupção Ex-premier da Malásia volta a ser acusado em escândalo de corrupção Najib recebeu três acusações por suposto desvio de 42 milhões de ringgits (8,9 milhões de euros)

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 08/08/2018 10:06 Atualizado em:

Razak deixa o tribunal de Kuala Lumpur. Foto: AFP / Mohd RASFAN
Razak deixa o tribunal de Kuala Lumpur. Foto: AFP / Mohd RASFAN
O ex-primeiro-ministro da Malásia Najib Razak foi acusado nesta quarta-feira de desvio de recursos, no âmbito de um enorme escândalo financeiro com ramificações internacionais pelo qual ele é investigado desde a sua derrota nas eleições de maio.

Najib, que se declarou inocente, recebeu três acusações por suposto desvio de 42 milhões de ringgits (8,9 milhões de euros). Ele pode ser condenado a até 15 anos de prisão por cada acusação.

As novas acusações são adicionadas aos indiciamentos por abuso de confiança e outros três crimes pelos quais poderia ser condenado a até 20 anos de prisão por cada.

Todas as acusações estão relacionadas com o caso 1MDB, o fundo soberano criado por Najib quando chegou ao poder, em 2009, e que hoje tem uma dívida de 10 bilhões de euros. O escândalo de desvio de recursos que abala o país há vários anos contribuiu em grande medida para a derrota nas legislativas de maio da coalizão que estava há 63 anos no poder.

O ex-premier, sob suspeita de desvios de 640 milhões de euros, sempre negou qualquer ato ilícito.

O caso 1MDB também é investigado em Singapura, Suíça e Estados Unidos.

O novo governo, eleito nas legislativas de maio e liderado pelo primeiro-ministro Mahathir Mohamad, de 92 anos, afirma que deseja recuperar o dinheiro desviado do fundo para o desenvolvimento do país.

Operações realizadas nas residências e escritórios do ex-primeiro-ministro em junho resultaram na apreensão de uma coleção de 12.000 joias e relógios avaliados em 78 milhões de ringgits (17 milhões de euros).


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