Comércio Trump adverte países contra negócios com Irã após sanções As medidas incluem bloqueios às transações financeiras e às importações de matérias-primas

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 07/08/2018 08:38 Atualizado em:

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurou que as sanções novamente impostas ao Irã são as "mais duras". Foto: Brendan Smialowski / AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurou que as sanções novamente impostas ao Irã são as "mais duras". Foto: Brendan Smialowski / AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurou nesta terça-feira (7) que as sanções novamente impostas ao Irã são as "mais duras" e advertiu outros países contra fazer negócios com Teerã.

"As sanções do Irã já foram lançadas oficialmente. Essas são as sanções mais duras já impostas e, em novembro, aumentam para outro nível", tuitou esta manhã, acrescentando: "Quem quer que faça negócios com o Irã NÃO fará com os Estados Unidos. Estou pedindo a PAZ MUNDIAL, nada mais".

As sanções lançadas de novo, nessa segunda-feira (6), contra Teerã - que inclui bloqueios às transações financeiras e às importações de matérias-primas - provavelmente não causarão um impacto econômico imediato.

Os mercados iranianos são relativamente prósperos, com um fortalecimento de 20% do rial desde domingo, depois que o governo relaxou as estritas normas de câmbio de moeda e permitiu importações ilimitadas e livres de impostos de ouro e divisas.

Em 5 de novembro, porém, entra em vigor um segundo pacote de sanções que afetará o setor petroleiro, vital para a economia do Irã. Poderá ser bem mais prejudicial para Teerã, ainda que clientes fundamentais como China, Índia e Turquia se neguem a reduzir suas compras.

Trump começou a mostrar sua insatisfação com o acordo nuclear do Irã durante a campanha de 2016 que o levou à Casa Branca e, em 8 de maio deste ano, cumpriu sua promessa de tirar os Estados Unidos do acordo internacional.

A retirada unilateral aconteceu apesar de as outras partes do acordo - Grã-Bretanha, China, França, Alemanha, Rússia e UE - terem pedido a Trump que não deixasse o pacto, destinado a impedir que o Irã tivesse acesso a armas nucleares.

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