Relatório ONU: Coreia do Norte obtém petróleo ilegal e recruta traficante de armas sírio As medidas foram utilizadas para driblar as sanções da ONU

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 04/08/2018 08:31 Atualizado em:

Em um documento de 62 páginas enviado ao Conselho de Segurança, o painel de especialistas da ONU também enumerou violações. Foto: Reprodução/PxHere
Em um documento de 62 páginas enviado ao Conselho de Segurança, o painel de especialistas da ONU também enumerou violações. Foto: Reprodução/PxHere
A Coreia do Norte recorreu a um "aumento maciço" de transferências ilegais de produtos petrolíferos no mar para driblar as sanções da ONU e contratou um agente sírio para vender armas ao Iêmen e à Líbia, segundo um relatório da ONU.

Em um documento de 62 páginas enviado ao Conselho de Segurança, o painel de especialistas da ONU também enumerou violações à proibição das exportações norte-coreanas de carvão, ferro, mariscos e outros produtos que geram milhões de dólares em receitas ao regime de Kim Jong Un.

A transferência de produtos petrolíferos a tanques norte-coreanos continua sendo "um método primário de evasão de sanções" que envolve 40 navios e 130 empresas associadas, segundo o relatório, ao qual a AFP teve acesso.

A Coreia do Norte "não interrompeu seus programas nucleares e de mísseis continua desafiando as resoluções do Conselho de Segurança através de um aumento maciço nas transferências ilícitas de produtos derivados do petróleo, como através de transferências de carvão no mar durante 2018", apontou o relatório enviado ao Conselho.

Estas violações fizeram que a última bateria de sanções fosse "ineficaz" ao não contemplar os tetos de petróleo, combustível e carvão impostos em uma série de resoluções da ONU adotadas no ano passado, acrescentou.

A Coreia do Norte também "tentou fornecer armas de pequeno e médio porte e outros equipamentos militares através de intermediários estrangeiros" a Líbia, Iêmen e Sudão, acrescentou o relatório.

O texto menciona o traficante de armas sírio Hussein Al-Ali que ofereceu "uma gama de armas convencionais, e em alguns casos mísseis balísticos, a grupos armados no Iêmen e na Líbia" que foram produzidas na Coreia do Norte.

Em 2016, em Damasco, e com Ali como intermediário, um "protocolo de cooperação" foi negociado entre Pyongyang e os rebeldes huthis do Iêmen, que previa uma "ampla gama de equipamento militar".

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