Chanceler turco afirma que ameaças de sanções americanas não funcionam Secretário de Estado americano declarou que que as sanções americanas contra ministros turcos provam a grande seriedade dos Estados Unidos

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 03/08/2018 08:50 Atualizado em:

O ministro turco das Relações Exteriores, Mevlüt Cavusoglu, afirmou nesta sexta-feira que ao secretário de Estado americano Mike Pompeo que as ameaças de sanções não funcionarão com a Turquia, depois que Washington anunciou medidas contra Ancara pela detenção de um pastor americano.

"Desde o início afirmamos que a linguagem de ameaça e as sanções não terão nenhum resultado. Repetimos hoje", disse Cavusoglu à imprensa em Singapura após um encontro com Pompeo.

Alguns minutos antes, Pompeo declarou que que as sanções americanas contra ministros turcos provam a grande seriedade dos Estados Unidos para obter a libertação do pastor Andrew Brunson.

"Os turcos foram advertidos de que é o momento para que o pastor Brunson retorne. "Espero que eles vejam isso pelo que é, uma demonstração de que somos muito sérios".

A reunião entre Pompeo e Cavusoglu aconteceu à margem de um fórum regional em Singapura, depois que Washington adotou sanções contra dois ministros do presidente turco Recep Tayyip Erdogan, cujo governo ameaçou anunciar medidas "recíprocas".

Washington exige a libertação de Brunson, que está em prisão domiciliar desde a semana passada, depois de passar um ano e meio na prisão por "espionagem e terrorismo", acusações que o pastor e o governo americano negam.

"Brunson tem que voltar para sua casa, como todos os americanos detidos pelo governo turco", insistiu Pompeo. Ele afirmou que estas pessoas estão detidas "há muito tempo" na Turquia e são "inocentes".

"O pastor Brunson é um pastor inocente e devem permitir que retorne aos Estados Unidos".

As autoridades turcas acusam Andrew Brunson de ações favoráveis à rede do pregador muçulmano Fethullah Gülen, exilado nos Estados Unidos, e do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). As duas organizações são consideradas "terroristas" por Ancara.

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