Papa está preocupado com Lula, afirma ex-chanceler Celso Amorim Várias personalidades já pediram a liberdade do ex-presidente brasileiro, preso desde abril

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 02/08/2018 11:47 Atualizado em: 02/08/2018 12:39

"O Santo Padre nos ouviu e manifestou sua preocupação com a situação do presidente Lula, sua prisão e julgamento. Fez perguntas e mostrou muito interesse", afirmou Celso Amorim. Foto: Reprodução/Wikimedia
"O Santo Padre nos ouviu e manifestou sua preocupação com a situação do presidente Lula, sua prisão e julgamento. Fez perguntas e mostrou muito interesse", afirmou Celso Amorim. Foto: Reprodução/Wikimedia
O papa Francisco manifestou preocupação com a situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso após uma condenação por corrupção, afirmou nesta quinta-feira em Roma o ex-chanceler brasileiro Celso Amorim.

"O Santo Padre nos ouviu e manifestou sua preocupação com a situação do presidente Lula, sua prisão e julgamento. Fez perguntas e mostrou muito interesse", disse Amorim, que foi o ministro das Relações Exteriores durante os oito anos de governo de Lula.

"Nos manifestou também sua preocupação com o que chamou de golpes de luva branca", completou Amorim, que foi recebido pelo papa no Vaticano ao lado do argentino Alberto Fernández, que foi chefe de gabinete dos ex-presidentes Nestor e Cristina Kirchner.

Várias personalidades já pediram a liberdade do ex-presidente brasileiro, preso desde abril e que lidera as pesquisas para as eleições de outubro.

"Nos contou que foi uma decisão sua, muito pessoal, de enviar a Lula um rosário", disse Amorim, que presenteou o papa com um livro de entrevistas do ex-presidente.

"Foi uma reunião afetuosa, franca e com muita liberdade", disse Fernández.

"Está preocupado com as repercussões que o caso de Lula tem na América Latina", afirmou.

O Partido dos Trabalhadores (PT) pretende lançar no sábado a candidatura de Lula à presidência. O ex-presidente cumpre desde abril uma pena de 12 anos e um mês de prisão por corrupção.

O ex-presidente (2003-2011), que tem outros cinco processos pendentes, defende sua inocência e considera que é vítima de um complô das elites para que não retorne ao poder.

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