Polícia recupera mais dois corpos no mar após incêndio na Grécia Muitos habitantes da região que se refugiaram na água para escapar das chamas

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 31/07/2018 11:20 Atualizado em:

Nove dias depois do incêndio, autoridades e voluntários ajudam os desabrigados. Foto: LOUISA GOULIAMAKI / AFP
Nove dias depois do incêndio, autoridades e voluntários ajudam os desabrigados. Foto: LOUISA GOULIAMAKI / AFP
A polícia portuária da Grécia recuperou mais dois corpos no mar após o incêndio de 23 de julho, que, em caso de identificação como vítimas da tragédia, aumentariam o balanço de mortos a 93. Lanchas prosseguem com as buscas por outras eventuais vítimas, informou a Marinha mercante. "Após o incêndio recuperamos oito corpos (no mar), os dois últimos na segunda-feira e terça-feira", afirmou uma fonte da Marinha.

O primeiro cadáver foi encontrado na costa de Mati, a localidade mais afetada pelas chamas, ao oeste de Atenas, e o segundo no golfo Sarônico, na costa oeste da região de Ática.

No sábado, os bombeiros anunciaram que 25 pessoas eram consideradas desaparecidas, mas que algumas delas, talvez todas, poderiam figurar entre os 28 cadáveres ainda não identificados.

Muitos habitantes da região que se refugiaram na água para escapar das chamas afirmaram que precisaram aguardar várias horas antes do auxílio.

Nove dias depois do incêndio, autoridades e voluntários ajudam os desabrigados.

O ministério das Infraestruturas registrou 1.046 casas incendiadas de um total de 3.676 nas localidades afetadas.  "No total, 1.803 imóveis são habitáveis, enquanto 827 sofreram danos importantes", afirmou o porta-voz do governo, Dimitris Tzanakopoulos, que anunciou o pagamento de subsídios e indenizações às vítimas e seus parentes.

Muito criticado pela oposição, o primeiro-ministro Alexis Tsipras assumiu na sexta-feira a responsabilidade política pela tragédia, mas não falou sobre falhas operacionais.

Na segunda-feira, Tsipras visitou a região afetada pelo incêndio sem avisar a imprensa com antecedência. Partidos da oposição e meios de comunicação denunciaram a "visita relâmpago" como uma maneira de evitar a revolta dos moradores".

"Se o primeiro-ministro fosse acompanhado por câmeras, vocês nos acusariam de fazer um 'show midiático'", rebateu Tzanakopoulos, que prometeu "iniciativas para enfrentar as irregularidades crônicas do país".


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