Economia França e Berlim divergem sobre acordo comercial global UE-EUA A Alemanha considerou "construtivo" o resultado do encontro entre Trump e Juncker

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 26/07/2018 07:36 Atualizado em:

Segundo uma fonte europeia, nenhuma nova tarifa será imposta sobre as importações de carros europeus aos Estados Unidos. Foto: Reprodução/Internet
Segundo uma fonte europeia, nenhuma nova tarifa será imposta sobre as importações de carros europeus aos Estados Unidos. Foto: Reprodução/Internet
O ministro francês das Finanças, Bruno Le Maire, ressaltou, nesta quinta-feira (16), a oposição da França a que se negocie um acordo comercial global entre a União Europeia e os Estados Unidos, exigindo que a agricultura fique "fora do alcance", caso isso venha a acontecer.

Le Maire pediu "esclarecimentos" sobre as medidas anunciadas depois do encontro ontem, em Washington, entre o presidente americano, Donald Trump, e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. Na reunião, foi anunciado um pacto para desativar o conflito comercial com decisões sobre agricultura, indústria e energia.

Já a Alemanha considerou "construtivo" o resultado do encontro entre Trump e Juncker, afirmou nesta quinta uma porta-voz da chanceler alemã, Angela Merkel, no Twitter. "O governo saúda o acordo para uma ação construtiva no comércio", tuitou a porta-voz Ulrike Demmer.

"A Comissão pode continuar a contar com nosso apoio", completou.

Segundo uma fonte europeia, nenhuma nova tarifa será imposta sobre as importações de carros europeus aos Estados Unidos, um caso particularmente sensível para a Alemanha.

O ministro alemão das Relações Exteriores, Heiko Maas, celebrou que a Europa tenha provado que "não se deixa dividir". "E vimos isso: quando a Europa se mostra unida, nossa voz tem peso", completou, em uma curta declaração de Seul.

"Eu disse isso: a resposta ao 'America First' só pode ser 'Europe United' (Europa Unida)", afirmou o ministro alemão.

"Jean-Claude Juncker mostrou que não se trata, afinal de contas, de saber quem grita mais no Twitter, mas de quem propõe soluções realistas, ou (se nos contentamos com) pequenas frases de impacto", acrescentou.


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