NICARÁGUA Itamaraty: 'Translado do corpo é responsabilidade da família e das autoridades brasileiras' A médica residente Rayanéia Ridevando Pereira foi assassinada na segunda-feira, em Manágua

Por: Agência Brasil

Publicado em: 25/07/2018 12:07 Atualizado em: 25/07/2018 12:31

Foto: Reprodução/TV Globo (Foto: Reprodução/TV Globo)
Foto: Reprodução/TV Globo

Contatado pela Agência Brasil, o Itamaraty disse ter entrado em contato com o pai de Rayanéia, Ridevando Pereira, e com o meio-irmão da médica, Sandro Diego Mendonça, além da ex-cunhada Juliana Holanda. Disse ter sido feito também uma tentativa de contato com Maria José na terça-feira (24) por volta das 18h15, mas que, em função do estado emocional dela no momento da ligação, foi solicitado, pela família, que o contato fosse feito posteriormente – o que segundo Maria José acabou não ocorrendo.

Com relação ao translado do corpo da médica para o Brasil, o Itamaraty informou que quem cuida disso é a família e as autoridades do país onde ocorreu o óbito.

Após a participação no programa Revista Brasil, Maria José disse ter sido contatada por um representante do governo de Pernambuco, que garantiu arcar com o traslado do corpo de Raynéia.

Na terça-feira (24) o Itamaraty chamou, para consultas no Brasil, o embaixador brasileiro na Nicarágua, Luís Cláudio Villafañe Gomes Santos.

A embaixadora da Nicarágua no Brasil, Lorena Del Carmen, também foi convocada para prestar esclarecimentos sobre o caso. Por meio de nota, o Itamaraty manifestou indignação e exigiu que as autoridades nicaraguenses mobilizem todos os esforços necessários para identificar e punir os responsáveis pelo assassinato da estudante.

No texto, o governo brasileiro condenou “o aprofundamento da repressão, o uso desproporcional e letal da força e o emprego de grupos paramilitares em operações coordenadas pelas equipes de segurança” e repudiou a perseguição a manifestantes, estudantes e defensores dos direitos humanos.

A estudante brasileira Raynéia Gabrielle Lima foi morta, na noite de segunda-feira, com um tiro no peito que, segundo o reitor da Universidade Americana (UAM), Ernesto Medina, foi disparado por um "um grupo de paramilitares" no sul da capital Manágua.


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