POLÍTICA Lideranças do Reino Unido advertem para risco de Brexit sem acordo com UE Airbus, Siemens e BMW advertem que saída da UE sem acordo prejudicaria empresas e significaria perda de vagas.

Publicado em: 24/06/2018 10:29 Atualizado em:

Políticos favoráveis à saída do Reino Unido da União Europeia, o chamado Brexit, e também empresários e economistas pediram que a primeira-ministra do país, Theresa May, esteja pronta para abandonar a União Europeia sem um acordo comercial, apesar de grandes empresas advertirem que isso significaria um desastre econômico. Em carta aberta, 60 parlamentares, economistas e líderes empresariais acusaram a UE de ser "intransigente" no diálogo para a separação. Segundo eles, Londres deveria ameaçar segurar o montante de 39 bilhões de libras (US$ 52 bilhões) na lei da separação que já concordou em pagar.

A carta divulgada neste domingo pelos Economistas para o Livre Comércio foi firmada por importantes partidários de uma separação "dura" com a UE, entre eles o ex-chefe do Tesouro Nigel Lawson, os parlamentares conservadores John Redwood e Peter Bone, entre outros, como o empresário Tim Martin, presidente da cadeia de pubs Wetherspoons. Eles pediram que autoridades "acelerem a preparação" para a chance de não haver acordo e busquem um acordo de comércio global no âmbito das regras da Organização Mundial de Comércio (OMC).

Sem um acordo, porém, tarifas e outras barreiras comerciais com os países da UE prejudicariam seriamente a economia do Reino Unido. A Airbus, a Siemens e a BMW já advertiram recentemente que essa saída sem acordo prejudicaria as empresas e significaria a perda de vagas. Apenas a Airbus emprega 14 mil pessoas no Reino Unido. Para muitos conservadores, uma saída sem acordo seria a oportunidade para fechar acordos com o restante do mundo. Já outro grupo diz que é preciso seguir alinhado à UE, o maior parceiro comercial do país.

No sábado, dezenas de milhares de manifestantes contrários ao Brexit marcharam em Londres para exigir um novo plebiscito sobre a saída da UE. O governo May, porém, não dá sinais de que pretende realizar isso.

Associated Press/Agência Estado (fornecido sem crédito de autoria)


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