Acidente Confusão após lançamento de bomba deixa 17 mortos em clube de Caracas O incidente aconteceu durante uma festa para celebrar a formatura de jovens do Ensino Médio; maioria das pessoas morreu sufocada, segundo relatórios oficiais

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 16/06/2018 18:29 Atualizado em:

As mortes foram devido a sufocamento e a lesões múltiplas, de acordo com relatórios oficiais (foto: Federico Parra/AFP)
As mortes foram devido a sufocamento e a lesões múltiplas, de acordo com relatórios oficiais (foto: Federico Parra/AFP)

17 pessoas morreram, oito delas menores de idade, após o lançamento de uma bomba de gás lacrimogêneo em um clube no oeste de Caracas, durante uma briga em uma festa, na madrugada deste sábado (16) - confirmou o ministro do Interior e da Justiça, Néstor Reverol.

"Uma briga começou na madrugada, e uma das pessoas envolvidas lançou um artefato com gás lacrimogêneo, o que provocou confusão entre as mais de 500 pessoas que estavam no clube", informou Reverol na televisão estatal VTV.

Na confusão, além das 17 pessoas que morreram, cinco ficaram feridas, indicou a mesma fonte, apontando que sete pessoas foram presas, duas delas menores de idade, pelo incidente.

A pessoa encarregada do estabelecimento também foi presa por descumprir "as medidas que deveriam ter sido adotadas (...) para impedir a entrada de armas de fogo e munição" em locais públicos, acrescentou Reverol.

O incidente aconteceu durante uma festa para celebrar a formatura de jovens do Ensino Médio no clube conhecido como Los Cotorros, em El Paraíso.

A boate, onde de dia funciona o restaurante El Paraíso, um emblemático ponto de encontro para a comunidade de imigrantes do Equador em Caracas, foi fechado pelas autoridades após o episódio.

As mortes foram devido a sufocamento e a lesões múltiplas, de acordo com relatórios oficiais. Os feridos foram levados para o Hospital Pérez Carreño, situado na região onde aconteceu a tragédia. O ministro Reverol disse que um deles se encontra em estado crítico.

Kleiver Barrios, de 17 anos, foi uma das vítimas. "Ele levou minha identidade, escondido. Coisa de garoto, mas... É terrível! Como um garoto, em uma festa, vai ter uma bomba de gás lacrimogêneo?", desabafou Luis, pai do rapaz, em entrevista à AFP no necrotério de Bello Monte, no sul de Caracas.

Daqui a um ano, Kleiver se formaria no colégio. Ele trabalhava com o pai no açougue da família.


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