Manifestação Milhares de pessoas vão às ruas contra alta de preços na Jordânia As concentrações ocorreram na capital Amã e em outras cidades do país

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 03/06/2018 10:57 Atualizado em:

A Jordânia vive nos últimos dias uma onda de manifestações contra o aumento de preços e contra um projeto de lei para elevar os impostos promovido pelo governo, sob pressão do Fundo Monetário Internacional (FMI) para fazer reformas estruturais.

O rei Abdullah II defende um diálogo nacional e razoável sobre o projeto de lei do Imposto de Renda, o que desatou na quarta-feira as manifestações, as mais importantes do país nos últimos cinco anos. As concentrações ocorreram na capital Amã e em outras cidades do país. Um dos pontos do projeto visa a tributar as rendas mais modestas.

Na noite deste sábado (03), cerca de 3 mil pessoas se manifestaram perto do gabinete do primeiro-ministro, no centro da capital. Centenas de manifestantes também saíram às ruas das cidades de Zarqa, Balqa (leste), Maan, Karak (sul), Mafraq, Irbid e Jerash (norte). Poucas horas antes, as negociações entre representantes dos sindicatos e o governo haviam fracassado.

O FMI aprovou em 2016 uma linha de crédito de 723 milhões de dólares em três anos para o país. Em troca, a Jordânia se comprometeu em colocar em andamento reformas estruturais e reduzir progressivamente sua dívida pública até  77% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021, frente aos 94% de 2015.

O projeto de lei fiscal, recomendado pelo FMI, prevê um aumento de ao menos 5% dos impostos que afetará pela primeira vez as pessoas com uma renda anual de 8.000 dinares (9.700 euros). O imposto às empresas aumentará, por sua vez, de 20 a 40%.


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