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Espanha Presidente da região de Madri renuncia a polêmico título de Mestrado "Comunico-lhe formalmente minha decisão de RENUNCIAR à utilização do título expedido pela Universidad Rey Juan Carlos", escreve a presidente, do Partido Popular

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 17/04/2018 08:39 Atualizado em:

A presidente da região de Madri, a conservadora Cristina Cifuentes. Foto: Reprodução/Internet
A presidente da região de Madri, a conservadora Cristina Cifuentes. Foto: Reprodução/Internet

A presidente da região de Madri, a conservadora Cristina Cifuentes, renunciou nesta terça-feira (17) ao título universitário que teria obtido de maneira irregular e que a mantém na corda bamba desde que a polêmica explodiu há quase um mês.

"Comunico-lhe formalmente minha decisão de RENUNCIAR à utilização do título expedido pela Universidad Rey Juan Carlos", escreve a presidente, do Partido Popular (PP), em uma carta dirigida ao reitor, Javier Ramos, e publicada pela imprensa espanhola.

Critina é acusada de ter obtido, de forma fraudulenta, um mestrado em Direito Autônomo nessa universidade pública no período 2011-2012, quando era delegada do governo na região de Madri.

Tanto a oposição de esquerda quanto seu sócio de governo Cidadãos (centro-direita) exigem sua renúncia. Até o momento, o líder do PP e presidente do governo, Mariano Rajoy, não retirou seu apoio a ela.

O trabalho de fim de curso não aparece em lugar algum, e algumas das assinaturas de sua ata comprovaram-se falsas. O diretor do Mestrado em questão foi suspenso cautelarmente, e a conferência de reitores de universidades espanholas disse ter suspeitas de "graves irregularidades" na atribuição do título.

O caso foi encaminhado para o Ministério Público, que investiga crime de falsidade de documento oficial, em consequência de uma denúncia apresentada por associações de alunos.

Cristina Cifuentes, de 53 anos, reiterou que "sempre agi conforme a legalidade e dentro da margem acadêmica estabelecida" pelo rei Juan Carlos. Ainda assim, pediu "desculpas a qualquer um que tenha podido se sentir prejudicado" com as "facilidades" que lhe foram dadas - entre elas, a de não assistir às aulas do Mestrado, que era presencial.


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