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Violência Ghuta Oriental: pacientes graves devem ser retirados ainda hoje A ONU anunciou que mais de mil pessoas precisam de cuidados médicos de urgência na parte rebelde de Ghuta

Publicado em: 13/03/2018 09:27 Atualizado em:

Militares cuidam das principais fronteiras próximas ao enclave. Foto: LOUAI BESHARA / AFP
Militares cuidam das principais fronteiras próximas ao enclave. Foto: LOUAI BESHARA / AFP

O Crescente Vermelho sírio se prepara para retirar, nesta terça-feira (13), várias pessoas com situações médicas de emergência do enclave rebelde sitiado de Ghuta Oriental - informaram diferentes fontes ouvidas pela AFP. Segundo Yasser Delwan, chefe do Bureau político do grupo Yaish al-Islam, uma das principais facções rebeldes de Ghuta, "um grupo de casos médicos críticos será evacuado nesta terça com seus acompanhantes, através da passagem de Al-Wafidin".

Na segunda-feira(12), Yaish al-Islam havia informado sobre um acordo negociado "por meio da ONU com a Rússia [...] para evacuar os feridos em várias etapas". O corredor de Al-Wafidin é o principal ponto de passagem entre o enclave rebelde e Damasco e se situa no nordeste de Duma, a maior cidade de Ghuta Oriental.

Na terça de manhã, havia ambulâncias do Crescente Vermelho sírio estacionadas na entrada da zona sob controle do governo sírio preparadas para entrar no território. "Feridos e outras pessoas em estado de saúde crítico serão evacuados hoje [terça] junto a civis", indicou uma fonte do Exército sírio, sem especificar um número.

"Os homens armados não estão contemplados nessas retiradas", disse a mesma fonte, referindo-se aos combatentes rebeldes.

Último enclave rebelde às portas de Damasco, Ghuta Oriental está sitiada desde 2013 e é alvo de uma vasta ofensiva das forças do governo sírio desde 18 de fevereiro. Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), Damasco já controla 60% do enclave. A ofensiva contra Ghuta deixou 1.185 civis mortos até o momento. Mais de mil pessoas precisam de cuidados médicos de urgência na parte rebelde de Ghuta, anunciou a ONU na segunda-feira (12).


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