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Alemanha Merkel admite que ainda há grandes obstáculos para formar governo Depois de um primeiro fracasso em sua tentativa de formar governo com os ecologistas e os liberais, ela precisa formar uma aliança

Publicado em: 11/01/2018 09:45 Atualizado em:

 Foto: Moritz Hager/ WORLD ECONOMIC FORUM
Foto: Moritz Hager/ WORLD ECONOMIC FORUM
A chanceler alemã Angela Merkel afirmou nesta quinta-feira que ainda há grandes obstáculos no caminho para um acordo de governo entre conservadores e social-democratas.

Deste acordo depende em grande parte o futuro político da chanceler. 

"Será um dia difícil", afirmou a chanceler ao chegar à sede do Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), onde será realizada a última jornada de negociações. 

"Quanto à CDU [União Democrata-Cristã), faremos tudo que estiver ao nosso alcance para buscar compromissos construtivos, mas achamos também que temos que fazer boas políticas para nosso país", explicou.

"As pessoas também esperam de nós que encontremos soluções e com este espírito trabalharei hoje", acrescentou.

Depois de um primeiro fracasso em novembro em sua tentativa de formar governo com os ecologistas e os liberais, Angela Merkel, de 63 anos, no poder há doze anos, precisa formar uma aliança com o SPD para poder governar outros quatro anos.

Merkel enfraquecida
Para o analista político Karl-Rudolf Korte, a dirigente, enfraquecida depois de obter uma vitória decepcionante nas eleições de setembro, estará acabada no caso de um novo revés.

O mesmo aconteceria com seu aliado Horst Seehofer, presidente do partido bávaro CSU, e com o líder do SPD, Martin Schulz, que perdeu parte de sua autoridade desde os maus resultados de sua formação nas eleições.

Além disso, a popularidade de Angela Merkel continua retrocedendo. E uma maioria dos alemães (56%) acredita que ela deixará o cargo antes do fim de seu eventual mandato, segundo pesquisa do jornal Handelsblatt.

O presidente alemão Frank-Walter Steinmeier, peso pesado do SPD, foi quem obrigou os dirigentes de seu partido, que estavam dispostos a permanecer na oposição, negociassem com Merkel para evitar eleições antecipadas que poderiam beneficiar principalmente uma formação de extrema-direita, a Alternativa para a Alemanha (AfD). 

Segundo pesquisa publicada esta semana pela revista alemã Der Spiegel, o AfD tem 14,5% das intenções de voto, um resultado melhor que o obtido nas eleições legislativas (12,6%). 

As discussões se anunciam mais uma vez complicadas, uma vez que as questões em que há divergências são numerosas, particularmente nas áreas de política migratória, Europa e  investimentos públicos.

Além disso, o SPD está muito dividido sobre a oportunidade de continuar a governar com os democratas-cristãos. 

Após a derrota nas eleições legislativas, a base do partido é mais favorável a uma guinada para a oposição e pode eventualmente descarrilar um possível acordo entre as lideranças partidárias.

Em caso de fracasso, só restará a opção de um governo conservador minoritário, um cenário que não é bem visto por Angela Merkel, ou a realização de novas eleições.


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