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Prisão Tribunal iraquiano ordena prisão de organizadores do referendo curdo Tribunal de Bagdá ordenou prisão da presidente e de dos dois membros da Comissão que organizou o referendo sobre a independência do Curdistão iraquiano

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 11/10/2017 08:39 Atualizado em: 11/10/2017 08:43

Um tribunal de Bagdá ordenou nesta quarta-feira (11) a prisão da presidente e de dos dois membros da Comissão que organizou o referendo sobre a independência do Curdistão iraquiano, indicou à AFP Abdel Sattar al-Bireqdar, porta-voz da  Suprema Corte iraquiana.

A decisão foi emitida depois que o Conselho de Segurança Nacional, presidido pelo primeiro-ministro iraquiano Haider al-Abadi, apelou ao tribunal.

Hendry Saleh, presidente da comissão, bem como Yari Hadji Omar e Wahida Yofo Hermez "organizaram o referendo em violação da decisão da Suprema Corte iraquiana", afirmou.

A Suprema Corte, a mais alta autoridade judicial, decidiu, em 18 de setembro, suspender a consulta na região autônoma do Curdistão, julgando contrária à Constituição.

A ordem para prender os responsáveis %u200B%u200Bpela organização do referendo foi proferida pelo tribunal de Rassafa, na margem leste do rio Tigre, que inclui metade da capital iraquiana.

Ela impede que as três autoridades curdas, que viajaram várias vezes para Bagdá para encontrar membros do governo central com a aproximação do referendo, circulem nas províncias iraquianas fora dos três governos da região autônoma.

Exatamente duas semanas após a vitória do "sim" durante o polêmico referendo, a crise continua entre Erbil e Bagdá.

Na segunda-feira, o governo central anunciou novas medidas de retaliação contra o Curdistão iraquiano, multiplicando ameaças sem detalhar suas decisões.

Nesta quarta-feira da manhã, a Suprema Corte iraquiana declarou-se incompetente para decidir sobre o destino dos deputados do Parlamento de Bagdá que promoveram o referendo de independência no Curdistão iraquiano ou votaram durante a consulta.


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