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Direito Austrália inicia consulta pelo correio sobre casamento homossexual De acordo com a pesquisa, 70% dos cidadãos apoiam a legalização da união entre os gays

Por: Agência Brasil

Publicado em: 12/09/2017 09:47 Atualizado em:

A polêmica votação postal foi criticada por políticos e ativistas a favor dos direitos da comunidade LGBT. Foto: Flickr
A polêmica votação postal foi criticada por políticos e ativistas a favor dos direitos da comunidade LGBT. Foto: Flickr


A Austrália iniciou hoje (12) uma consulta postal para saber a opinião da população sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Foram encaminhados 16 milhões de cédulas. A informação é da Agência EFE.

De acordo com pesquisa da agência Fairfax/Ipsos, divulgada nesta terça-feira, 70% dos cidadãos apoiam a legalização da união entre os gays.

O Escritório Australiano de Estatísticas informou que o envio das cédulas irá até o dia 25. O Superior Tribunal recusou, na semana passada, recurso para bloquear a consulta por causa do seu financiamento.

Antes do dia 7 de novembro, os australianos devem devolver a resposta à pergunta: "Deve ser trocada a lei para permitir que pessoas do mesmo sexo se casem?". No dia 15 do mesmo mês será anunciado o resultado.

Se o sim vencer, o governo conservador permitirá que seus deputados proponham, antes do Natal, a reforma da Lei de Casamentos de 1961. Se o não ganhar, o governo deixará a reforma de lado, mesmo com os trabalhistas, na oposição, prometendo que se vencerem as eleições gerais previstas para 2019, organizarão um debate sobre o tema no Parlamento, nos primeiros 100 dias do mandato.

A polêmica votação postal foi criticada por políticos e ativistas a favor dos direitos da comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), ao considerar que o Parlamento deveria debater diretamente e pelo temor ao impacto das campanhas de ódio.

A Comissão Nacional de Saúde Mental já advertiu que os membros da comunidade LGBT sofrem com "comportamentos nocivos" que experimentam em seus locais de trabalho, comunidades, redes sociais e mídias tradicionais.


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