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Internacional Parlamento turco aprova prorrogação de estado de emergência pela quarta vez O vice-primeiro-ministro turco, Nurettin Çanikli, confirmou hoje que, até agora, 111.240 funcionários públicos foram destituídos de seus cargos

Por: Agência Brasil

Publicado em: 17/07/2017 15:59 Atualizado em:


O Parlamento da Turquia aprovou hoje (17) a prorrogação por mais três meses do estado de emergência vigente no país desde a tentativa fracassada de golpe de Estado há um ano. Esta é a quarta vez que o Parlamento turco vota pela ampliação da medida, implantada em julho do ano passado, após a tentativa de golpe, com o objetivo de lutar contra as redes de simpatizantes dos golpistas nos órgãos públicos e de governo. A informação é da agência EFE.

O presidente Recep Tayyip Erdogan já tinha antecipado na semana passada que o estado de emergência não seria suspenso "até que fosse concluída a limpeza" de elementos golpistas na administração pública.

No entanto, Erdogan acrescentou que a medida, que lhe permite governar por decreto e bloqueia o recurso judicial a qualquer decisão tomada, também está sendo utilizada para lutar contra a guerrilha curda e até para evitar greves na indústria.

Destituições

O vice-primeiro-ministro turco, Nurettin Çanikli, confirmou hoje que, até agora, 111.240 funcionários públicos foram destituídos de seus cargos por seus supostos vínculos com a confraria do clérigo islamita Fethullah Gülen, a quem o governo responsabiliza pelo levante.

Estimativas anteriores falavam de quase 140 mil funcionários afastados, um número que inclui cerca de 21 mil professores do ensino particular, que tiveram suas licenças pedagógicas cassadas.

Çanikli disse acreditar que ainda há um grande número de funcionários para serem destituídos e que apenas o estado de emergência torna possível tomar esta medida mantendo o sigilo necessário. Com o último decreto, 7.400 pessoas foram destituídas (na sexta-feira passada). Sem estas condições, levaríamos talvez um ou dois anos para fazer isso", disse ele.

A prorrogação foi aprovada no Parlamento graças à maioria absoluta do Partido Justiça e Desenvolvimento (AKP), a legenda islamita dirigida por Erdogan, já que o social-democrata Partido Republicano do Povo (CHP), o maior da oposição, votou contra.


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