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Relações Emirados Árabes Unidos estariam por trás de atividade hacker contra o Catar A embaixada emiradense em Washington divulgou uma declaração em resposta, afirmando que a reportagem era "falsa"

Por: AE

Publicado em: 17/07/2017 10:11 Atualizado em:

A a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein e o Egito bloquearam diplomaticamente o Catar alegando que o governo catariano apoiava o terrorismo. Foto: Paulo Paiva/DP
A a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein e o Egito bloquearam diplomaticamente o Catar alegando que o governo catariano apoiava o terrorismo. Foto: Paulo Paiva/DP


Os Emirados Árabes Unidos orquestraram uma atividade hacker contra o site de notícias do governo do Catar em maio, plantando uma história falsa que foi usada como pretexto para a atual crise diplomática no Golfo Pérsico, segundo uma reportagem publicada pelo Washington Post.

A embaixada emiradense em Washington divulgou uma declaração em resposta, afirmando que a reportagem era "falsa" e insistiu que os Emirados Árabes Unidos "não tinham qualquer papel" na atividade hacker presente no conteúdo do jornal.

A reportagem comenta que funcionários de inteligência americanos disseram que membros seniores do governo emiradense discutiram o plano em 23 de maio. No dia seguinte, uma história apareceu no site da agência de notícias do Catar, citando um discurso do emir catariano, Sheikh Tamim Bin Hamad al- Thani, no qual ele teria elogiado o Irã e disse que o Catar tem um bom relacionamento com Israel. Da mesma forma, declarações apareceram no feed do Twitter da agência.

A agência afirmou que foi pirateada e removeu o artigo. No entanto, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein e o Egito bloquearam diplomaticamente o Catar alegando que o governo catariano apoiava o terrorismo e mantinha relações com Teerã.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem apoiado fortemente a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos nessa disputa, afirmando, publicamente, que Doha é um defensor de militantes islâmicos radicais e uma força desestabilizadora no Oriente Médio. Na semana passada, o secretário de Estado, Rex Tillerson, concluiu uma visita de vários dias aos países do Golfo, mas deixou a região sem sinais de uma resolução do conflito diplomático. 


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